João Pessoa
Feed de Notícias

Programação especial anima Dia D da campanha contra a pólio

sábado, 8 de junho de 2013 - 16:19 - Fotos:  Secom-PB/Ricardo Puppe

As crianças que passaram, neste sábado (8), pelo Parque Arruda Câmara (Bica) foram recepcionadas com muita alegria pela turma do Zé Gotinha. O local sediou as atividades do Dia D da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite. A abertura oficial dos trabalhos, que se estendem, até o dia 21, foi promovida pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde.

O evento contou com as presenças da Gerente Executiva de Vigilância em Saúde da SES, Talita Tavares, que representou o Secretário de Estado da Saúde, Waldson Souza, além dos profissionais da área de vigilância e pais que levaram os filhos para vacinar. Na ocasião, além da vacina contra a pólio, foram oferecidas também as vacinas de vitamina A e seletiva contra o sarampo.

Esta é a 34ª edição da campanha e o 24º ano sem a doença no país. A meta, na Paraíba, é vacinar 265.521 mil crianças de 6 meses a menores de 5 anos (4 anos, 11 meses e 29 dias), o equivalente a 95% do público-alvo. Para tanto, serão distribuídas 368 mil doses da vacina com os municípios. Em todo o Estado, a campanha vai contar com 2.377 mil postos de vacinação e com a participação de 6.650 pessoas. No ano passado, 295.190 mil crianças foram vacinadas, o que representa 97,95% da população-alvo. O índice superou a meta prevista de 95%.

Para a gerente executiva de Vigilância em Saúde da SES, Talita Tavares, o Governo disponibiliza, mais uma vez, a estrutura para os 223 municípios da Paraíba em mais uma ação importante, especialmente para as crianças. “Nosso objetivo é manter ou superar a meta preconizada pelo Ministério da Saúde e com isso garantir a proteção das crianças contra doenças”, destacou Talita.

A mãe do pequeno Pedro Miguel, Roseane Lisboa, elogiou a ação. “As equipes estão de parabéns pela escolha do local, pois além da criança se divertir aqui, a gente ainda tem a oportunidade de atualizar o cartão de vacina de nossos filhos”, comentou.

Não há contra-indicações para a vacina. Porém, o Setor de Imunização da SES orienta adiar a aplicação nas seguintes situações: pessoas portadoras de infecções agudas, com febre acima de 38ºC; com hipersensibilidade conhecida a algum componente da vacina (estreptomicina ou eritromicina); reação anormal a esta vacina em anos anteriores; imunidades deficientes (tratamento com imunossupressores ou de outra forma adquirida ou com deficiência imunológica congênita) e com história de paralisia flácida associada à vacina, após dose anterior da vacina.

A vacinação contra a paralisia infantil é administrada via oral, e é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) durante todo o ano nos postos de saúde para as vacinações de rotina. O Ministério alerta que todas as crianças menores de 5 anos tomem as duas doses da vacina durante a Campanha Nacional, mesmo que já tenham sido vacinadas anteriormente. A orientação é para que os pais ou responsáveis procurem informações junto à Secretaria de Saúde de cada município para saber sobre locais de vacinação e os horários de funcionamento.

Eficácia – A vacina é uma forma segura e eficaz de ficar imunizado contra determinadas doenças. A estimativa é de que as vacinas impeçam 3 milhões de mortes por ano em todo o mundo.

Para os bebês, a importância é ainda maior. Como não possuem o sistema imunológico formado, eles têm mais chances de contrair doenças, e é por esse motivo que há vacinas também para recém-nascidos.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil está livre do vírus causador da pólio desde 1989, quando o último caso da doença foi registrado na Paraíba. Em 1994, o país recebeu da Organização Mundial de Saúde (OMS) o certificado de eliminação da poliomielite. No entanto, enquanto houver circulação do vírus em qualquer região do mundo é necessário continuar com a vacinação.

Sobre a doença - A poliomielite é uma doença infectocontagiosa grave, causada e transmitida por um vírus (o poliovírus). A contaminação se dá principalmente por via oral. Na maioria das vezes, a criança não morre quando é infectada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia, principalmente nos membros inferiores.