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19 de setembro de 2012

Programa de Saúde oferece serviços básicos e preventivos a apenados de 11 unidades paraibanas



Serviços de atenção básica à saúde e trabalhos voltados para ações preventivas estão ampliando os projetos de ressocialização de apenados, em 11 unidades prisionais da Paraíba.

As atividades são desenvolvidas pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), com apoio da Secretaria Estadual de Saúde (SES) e tem beneficiado mais de 5 mil detentos em diversas regiões do estado.

O programa foi criado em 2008, através da portaria 1777 do Ministério da Saúde, e tem sido ampliado em todo território paraibano como prioridade da atual gestão estadual. Só em 2012, já foram implantadas quatro novas equipes, distribuídas nos presídios PB1e Maria Julia Maranhão, em João Pessoa, Romero Nóbrega, em Patos, e ainda na unidade Padrão Regional de Cajazeiras. 

“A meta inicial do programa é oferecer serviços da saúde à população carcerária, visando devolver a cidadania das pessoas com ações voltadas para questões físicas e mentais. Além dos tradicionais programas de prevenção e combate as patologias também é prestado todo apoio psicológico, suporte na retirada de documentos, e adequação ao auxílio reclusão, fornecidos de acordo com a realidade dos internos”, revelou a gerente executiva de Ressocialização, Ziza Maia.

As equipes são formadas por profissionais de diversas áreas, compostas por médico, enfermeiro, dentista, assistente social, psicólogo, técnico em enfermagem e auxiliar de consultório dentário. As consultas são realizadas de segunda a sexta sempre pela manhã, durante 4 horas, somando um total de 20h semanais.

Os serviços também são oferecidos aos profissionais que trabalham dentro das unidades, a exemplo dos agentes penitenciários, que muitas vezes não têm tempo nem oportunidade de desfrutar de ações preventivas de saúde.

Os levantamentos produzidos em cada unidade específica também são conduzidos como prioridade do programa, além dos diagnósticos e tratamentos das enfermidades mais frequentes, como tuberculose, hipertensão, patologias cardíacas e diabetes. 

Meta – A meta da Secretaria de Administração Penitenciária é alcançar, até o ano de 2014, as 18 equipes determinadas pelo Ministério da Saúde. Com base nessa perspectiva, os representantes estaduais buscam novos investimentos para reforçar a parceria desenvolvida em benefício do programa.

“Hoje nós conseguimos fazer o controle das principais doenças contagiosas nos centros onde os serviços são realizados, inclusive com o registro oficial da diminuição dessas patologias. Por isso, a nossa intenção é qualificar novos profissionais para atuar nas penitenciárias que ainda não recebem o acompanhamento diário de saúde”, finalizou Ziza Maia.