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20 de junho de 2014

Programa começa testes de vazão para implantação de sistemas dessalinizadores na Paraíba



O Programa Água Doce, executado na Paraíba pela Secretaria dos Recursos Hídricos, do Meio Ambiente a da Ciência e Tecnologia, apresentou a conclusão do diagnóstico socioambiental e técnico para implantação e recuperação de sistemas de dessalinização em 391 comunidades de 41 municípios do semiárido. O resultado do estudo foi apresentado durante a primeira reunião ordinária deste ano do núcleo gestor do programa.

Segundo o engenheiro agrônomo, Isnaldo Costa, coordenador do Programa Água Doce no Estado, das 391 comunidades, 93 foram pré-selecionadas para serem contempladas. “Estamos fazendo, agora, os testes de vazão dos poços para ver quantos litros de água eles produzem e saber se há viabilidade para a instalação dos dessalinizadores”. O engenheiro explica que para se tornar viável, a vazão do poço precisa ser superior a 800 litros de água por hora.

À medida que alguns impedimentos surgirem durante o processo as comunidades pré-selecionadas serão substituídas por outras. De acordo com Isnaldo, alguns dos empecilhos que podem inviabilizar a continuidade do programa na localidade são problemas de titularidades com a área onde fica o sistema de dessalinização, a vazão do poço tubular abaixo de 800 litros/hora e a presença de mais de 10 gramas de sal por litro de água.

Estiveram presentes na reunião o secretário executivo dos Recursos Hídricos e do Meio Ambiente, Marcelo Cavalcanti, e representantes da Sudema, do Instituto Nacional do Semiárido (INSA), da Defesa Civil, além da equipe técnica do Programa Água Doce na Paraíba.

Sobre o programa O Programa Água Doce (PAD) é uma ação do Governo Federal coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente em parceria com diversas instituições federais, estaduais, municipais e da sociedade civil. Tem como objetivo estabelecer uma política pública permanente de acesso à água de qualidade para o consumo humano por meio do aproveitamento sustentável de águas subterrâneas, incorporando prerrogativas socioambientais na gestão de sistemas de dessalinização. Busca atender, prioritariamente, localidades rurais difusas, as quais estão inseridas nos 10 Estados que compõem o semiárido brasileiro.