Fale Conosco

1 de abril de 2016

Programa Alô Mãe realiza mais de mil ligações em menos de um mês



Em menos de um mês, o Alô Mãe – Sala de Monitoramento da Gestante já realizou mais de mil ligações telefônicas para gestantes de 74 municípios do Estado. O objetivo do programa, que é uma iniciativa da Paraíba, é acompanhar, através de ligações rotineiras, o processo de cuidado no pré-natal de gestantes e crianças no primeiro ano de vida. O Alô Mãe foi lançado oficialmente no dia 15 de março.

De acordo com a coordenadora do Alô Mãe, Shênia Maria, a receptividade das gestantes tem sido positiva. “Nossa equipe já realizou, ao todo, 1289 ligações para gestantes de todo o Estado e apenas 48 mulheres se recusaram a responder o questionário. A divulgação da importância do programa é extremamente necessária para que cada vez mais pessoas entendam o que ele significa e não confundam em hipótese alguma nossas ligações com um possível trote”, afirmou.

Shênia comentou que, além de falar com as mães, os técnicos também estão em contato com os enfermeiros que lidam diretamente com as gestações. “Notamos uma parceria muito bacana. Os profissionais de saúde têm divulgado bastante o programa nos atendimentos pré-natal e cada vez mais, quando a gente liga, as gestantes abordadas já sabem que o programa existe e nos repassam rapidamente as informações necessárias para o acompanhamento”, disse ela.

Durante as ligações telefônicas, além dos questionamentos sobre a saúde da gestante, são repassadas informações no que se refere ao cuidado que se deve tomar no pré-natal. De acordo com a técnica de enfermagem Marisa do Nascimento Caetano, o contato com mães é muito importante. “Geralmente elas ficam muito felizes com a ligação porque se sentem acolhidas e cuidadas. É preconizado pelo Ministério da Saúde que a gestante faça, no mínimo, sete consultas durante a gestação. Nós informamos sobre as vacinas que devem ser tomadas, os exames laboratoriais e clínicos, além de falar sobre a rotina de acompanhamento que ela deve ter nas unidades de saúde”, informou técnica.

Marise disse, ainda, que muitas gestantes não conhecem todos os exames necessários. “Passamos a informação e ressaltamos que os exames (14 ao todo e mais duas ultrassons) que estão na caderneta de saúde da gestante são de extrema importância para a saúde da mãe e do bebê e que a unidade de saúde tem por obrigação fornecer”, explicou.

Flávia da Silva Almeida tem 29 anos, é dona de casa e está em sua segunda gestação – desta vez, de gêmeos. Na primeira, o bebê morreu durante o parto porque estava “laçado” no cordão umbilical. Grávida de dois meninos, Flávia redobrou os cuidados. “Fiquei muito contente em receber estas ligações do Alô Mãe. Já estou no sétimo mês da gestação e a equipe de saúde me recomendou repouso total. Estou sempre recebendo ligações do Programa, os técnicos me lembram os dias das próximas consultas e depois questionam sobre como foi, me orientando sobre como proceder para continuar com uma gravidez tranquila”, disse ela.

A equipe vem fazendo uma avaliação qualitativa do que foi levantado de informações por meio dos questionários. “O que observamos, até então, é que ainda existem muitas mulheres com dificuldade de acessar maternidades próximas de suas residências e precisam se deslocar de seus municípios para fazer o pré-natal e até mesmo o parto. Outras trazem relatos de abortos naturais em gestações anteriores e algumas alegam não terem recebido visitas da equipe de Saúde da Família após o parto”, pontuou a coordenadora do programa, Shênia Maria.

O maior alerta ainda é o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. “Toda a população deve se engajar para eliminar os criadouros nas casas e observar também os locais próximos. Não só as grávidas, mas toda a comunidade precisa desenvolver ações para combater de vez a ação do mosquito. Além disso, pedimos a ampla divulgação do Alô Mãe para que cada vez mais pessoas conheçam o programa”, disse Shênia.

No que se refere ao cuidado às crianças, são realizadas ligações para acompanhamento das três consultas do primeiro mês de vida, que devem ser realizadas nas Unidades de Saúde da Família. São repassadas, também, orientações sobre a importância da Triagem Neonatal e do aleitamento materno, além de ser feito o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento da criança até o segundo ano de vida. 

O Alô Mãe funciona com a colaboração de oito operadores – técnicos de enfermagem capacitados para lidar com o projeto – e profissionais de saúde. “Desde dezembro de 2015, a SES estabeleceu uma parceria com as Gerências Regionais de Saúde (GRS),  a fim de coletar os nomes e telefones das novas gestantes de todos os municípios do Estado. Para 2016, a estimativa é que tenhamos 64 mil novas gestantes e nossa missão é fazer, no mínimo, três ligações para cada uma delas”, afirmou a coordenadora do Alô Mãe, Shênia Maria.

Zika Vírus – Será considerado ‘alerta’ o fato de a gestante relatar ter apresentado sintomas da zika (manchas no corpo e coceira, por exemplo) durante a gravidez. Diante desta situação, ela é orientada a buscar imediatamente os serviços de referência de saúde, considerando o Protocolo de Atenção à Microcefalia do Estado da Paraíba. As informações são encaminhadas aos gestores dos municípios para monitoramento dos casos.

“Toda a rede de atenção materno-infantil do Estado está articulada com o intuito de assegurar o cuidado à gestante e à criança, em todos os níveis de atenção. Serão encaminhados aos gestores municipais relatórios periódicos sobre a situação das gestantes, bem como alertas sobre a qualidade do acompanhamento do pré-natal, com ênfase no agendamento de consultas e acesso aos exames”, assegurou Shênia.