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Programa Água Doce será ampliado no semiárido da Paraíba

sexta-feira, 19 de agosto de 2011 - 14:58 - Fotos: 

Encontro reúne técnicos de nove estados nordestinos e Minas Gerais Foto: Secom-PB

O Programa Água Doce, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente em parceria com Governo da Paraíba e municípios, será ampliado em todo o Estado. O anunciou foi feito hoje, durante encontro realizado no Atlântico Praia Hotel, em João Pessoa, com técnicos dos nove estados nordestinos e Minas Gerais.

De acordo com o secretário de Estado dos Recursos Hídricos, do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia, João Azevedo, a meta é que 93 novos sistemas dessalinizadores sejam instalados ou recuperados no prazo máximo de quatro anos, em parceira com o Ministério do Meio Ambiente. Atualmente, o Estado possui 24 dessalinizadores em funcionamento.

“A Paraíba será beneficiada com R$ 10 milhões, recurso que será repassado por programas federais para a implantação dos sistemas de dessanilização. Com esses equipamentos, o Governo do Estado vai ampliar as políticas públicas permanentes de acesso à água de boa qualidade para o consumo humano”, informou João Azevedo.

O coordenador estadual do Programa Água Doce, Isnaldo Cândido da Costa, explicou que os dessalinizadores irão beneficiar comunidades localizadas na região do semiárido paraibano. “Essa água de qualidade vai chegar para quem mais precisa, pois são famílias que moram distantes dos centros dos municípios”, explicou, ressaltando que o acompanhamento do projeto é de responsabilidade da Agência Executiva das Águas da Paraíba (Aesa).

Segundo o coordenador nacional do Programa Água Doce, Renato Ferreira, a meta é que pelo menos 1.200 sistemas dessalinizadores sejam instalados ou recuperados no semiárido brasileiro nos próximos quatro anos. “Esta região ocupa 10% do território nacional e abriga uma população de 21 milhões de pessoas. Na maior parte do ano falta água, já que a ocorrência de chuvas é escassa e irregular, daí a importância do projeto”, avaliou.

O Programa Água Doce possibilita que 50% da água (salgada ou salobra) retirada de poços seja transformada em água boa para o consumo humano. Os outros 50% são despejados em tanques de contenção, evitando que o sal entre em contato com o solo, e na irrigação de uma planta forrageira de origem australiana, a erva-sal ou atriplex, utilizada como fonte alimentar de caprinos e ovinos.

Além de ter água de qualidade para o consumo humano, as famílias de baixa renda podem desenvolver projetos produtivos, como de criação de tilápias em tanques.