João Pessoa
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Profissionais que atuam no combate a Hanseníase participam de oficina

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011 - 18:32 - Fotos: 

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) realiza nesta terça e quarta-feira (22 e 23) uma Oficina de Autocuidados para coordenadores dos Grupos de Autocuidados (GAC) que atuam no combate e prevenção a hanseníase em cinco municípios paraibanos onde existem os grupos. O evento, que será realizado no Hospital Clementino Fraga, vai contar com a participação de 37 profissionais entre fisioterapeutas, psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais e pedagogos. Nos últimos dois anos, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) registrou na Paraíba 1.318 casos de hanseníase.

De acordo com a chefe do Núcleo de Doenças Endêmicas da SES, Mauricélia Holmes, os cinco municípios que vão participar da oficina são: João Pessoa, Cabedelo, Pedras de Fogo, Campina Grande e Cajazeiras. Para o evento, a Secretaria da Saúde vai ceder o local e os monitores, enquanto que os municípios vão se responsabilizar pelo deslocamento e estadia dos participantes

Mauricélia Holmes explicou que os Grupos de Autocuidados (GAC) ensinam o paciente a ter conhecimento da própria doença, convivendo com as limitações devido às sequelas. “O grupo melhora a autoestima e direciona como se autocuidar nas atividades da vida diária (AVD), melhorando assim a qualidade de vida, como também tirando dúvidas de outras patologias de interesse do grupo.

Ações e Serviços – Para este ano, o Núcleo de Doenças Endêmicas da SES, entre outras ações, pretende ampliar os Grupo de Autocuidados. Na Paraíba, o Programa de Controle da Hanseníase (PCH) existe em 98% dos 223 municípios paraibanos. Apenas quatro não contam com o PCH: Barra de São Miguel, Rio Tinto, Parari e Malta. Estas cidades devem implantar o programa ainda este ano.

No Estado, o Hospital Clementino Fraga, em João Pessoa, é referência para o tratamento integral da hanseníase, que conta com uma equipe multidisciplinar atendendo diariamente os pacientes.

A doença – A hanseníase é uma doença causada pelo Mycobacterium leprae, um micróbio que apresenta afinidade pela pele e nervos periféricos. Ela é classificada como uma doença infecciosa e crônica. Tem como sintomas manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo com perda ou alteração de sensibilidade, queda de pelos, especialmente nas sobrancelhas, sensação de formigamento, entre outras.

A hanseníase não é hereditária e sua evolução depende de características do sistema imunológico da pessoa que foi infectada. Conhecida oficialmente por este nome desde 1976, é uma das doenças mais antigas na história da medicina.

A hanseníase tem cura. O tratamento é feito nas unidades de saúde e é gratuito. A cura é mais fácil e rápida quanto mais precoce for o diagnóstico. O tratamento é encontrado nos serviços públicos de saúde e feito via oral, constituído pela associação de dois ou três medicamentos, denominada poliquimioterapia.

Quando não é tratada no início, pode deixar sequelas. A pessoa doente em tratamento não transmite a doença e os pacientes sem tratamento eliminam os bacilos através do aparelho respiratório superior (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro).

A maioria das pessoas que entram em contato com esses bacilos não desenvolve a doença. Somente um pequeno percentual, em torno de 5% de pessoas, adoece. Fatores ligados à genética humana são responsáveis pela resistência (não adoecem) ou suscetibilidade (adoecem). O período de incubação da doença é bastante longo, variando de três a cinco anos.