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25 de março de 2015

Profissionais do Hemocentro da Capital e Campina Grande participam de treinamento em hemofilia



Profissionais dos Setores de Apoio ao Paciente do Hemocentro Regional de Campina Grande e do Hemocentro Coordenador de João Pessoa participam nessa quarta-feira (25) de um treinamento em hemofilia, na Capital. O treinamento será oferecido a enfermeiros, técnicos de enfermagem e coordenadores do setor, abordando assuntos como a diferença entre fator plasmático e recombinante, o que são os agentes de by-pass e as diferenças entre eles, reconstituição e administração de produtos, entre outros.

Somente do Hemocentro Regional de Campina Grande sete profissionais participarão do treinamento em hemofilia. O Setor de Apoio ao Paciente funciona 24h por dia, todos os dias da semana, oferecendo assistência a pacientes com hemofilia, através da dispensação de fatores para profilaxia e o tratamento. A equipe de profissionais é multidisciplinar, formada por médicos hematologistas, psicólogos, odontólogos, fisioterapeutas, assistente sociais, enfermeiros e técnicos de enfermagem.

Atualmente, o Hemocentro Regional de Campina Grande tem 100 pacientes cadastrados, de diversas cidades paraibanas, com hemofilia A, hemofilia B e doença de Von Willebrand. Além de atender esses casos, o Setor de Apoio ao Paciente também oferece atendimento a pacientes com anemia falciforme ou que tenham anemia e sejam encaminhados pelas unidades básicas de saúde por necessitar de parecer de médico hematologista, que prescreve tratamento medicamentoso ou transfusão de sangue, plasma ou plaquetas.

Hemofilia – A doença é genético-hereditária e se caracteriza por desordem no mecanismo de coagulação do sangue e manifesta-se quase exclusivamente no sexo masculino. Em geral, as mulheres não desenvolvem a doença, mas são portadoras do defeito, e o filho do sexo masculino é que pode manifestar a enfermidade. Nos quadros graves e moderados, os sangramentos acontecem espontaneamente e em geral, são hemorragias intramusculares e intra-articulares. Os principais sintomas são dor forte, aumento da temperatura e restrição de movimento. As articulações mais comprometidas costumam ser joelho, tornozelo e cotovelo.

A doença de Von Willebrand é a doença hemorrágica mais comum e atinge cerca de 2% da população mundial, atingindo igualmente ambos os sexos, porém, mulheres têm mais probabilidade de ter a doença diagnosticada pelas manifestações durante a menstruação.