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27 de fevereiro de 2013

Profissionais de saúde são qualificados para diagnosticarem a dengue com maior precisão



Nesta quarta-feira (27), das 8h às 17h, a Secretaria de Estado da Saúde, por meio da Gerência Executiva de Vigilância em Saúde, está realizando no Hotel Netuanah, na praia do Cabo Branco, a “Qualificação de Multiplicadores no Manejo Clínico e Classificação de Risco da Dengue”, para os profissionais, médicos e enfermeiros, da 3a Macro Região de Saúde, que envolve os municípios de Patos, Teixeira, Piancó, Princesa Izabel, Vista Serrana, Coremas e outros. O objetivo é fazer com que estes profissionais da atenção básica e da urgência e emergência se aperfeiçoem no diagnóstico e tratamento da dengue.

A qualificação está sendo feita pelo médico infectologista do Hospital Clementino Fraga, referência no tratamento da dengue no Estado, Francisco de Assis Paiva. Pela manhã, ele falou em como atender e conduzir casos suspeitos de dengue. Enfatizou que se o paciente estiver com febre até sete dias, associada a dois ou mais dos seguintes sintomas: dores de cabeça; ou nos olhos; ou nos músculos; ou nas articulações ou com manchas na pele, associada ou não à hemorragia, é um caso de dengue e tem que ser tratado como tal. No turno da tarde, será feito estudo de casos onde serão aplicados todos os ensinamentos adquiridos pela manhã.

“Com tudo isso sendo colocado em prática, certamente, nós vamos ter um melhor direcionamento dos casos graves, evitando o aumento do número de mortes por dengue”, disse  a gerente executiva de Vigilância em Saúde, Talita Tavares. Segundo ela, em muitos casos, é feito o primeiro atendimento, o paciente é liberado, muitas vezes com sinais de alerta, e aí quando agrava o quadro clínico, retorna ao serviço médico em situação bastante complicada.

A “Qualificação de Multiplicadores no Manejo Clínico e Classificação de Risco da Dengue” deverá beneficiar cerca de 700 profissionais das quatro macrorregionais. No próximo dia 6 de março, a capacitação acontecerá em Campina Grande, no Hotel Fazenda D´Camp, para os municípios da 2ª Macro; no dia 13, será realizada para a 1ª Macro, no Hotel Netuanah, na capital e para os profissionais da 4ª Macro já aconteceu na semana passada.

Além disso, os técnicos da Gerência Operacional de Vigilância Ambiental estão desencadeando outras ações, como a atualização do trabalho de campo dos novos agentes de endemias de municípios onde ocorreram mudanças no quadro de profissionais, bem como, qualificação dos apoiadores técnicos das gerencias regionais de saúde para implementação da realização do LIRAa ( Levantamento do Índice Rápido de Infestação do Aedes aegypti) nos municípios com mais de 2.000 imóveis. 

LIRAa - Os resultados do primeiro LIRAa de 2013  colocam os municípios de Araçagi ( 4,9%) e Cajazeiras (10,6%) com alto risco de transmissão da doença. “Como ação, o Estado já está em execução, mediante situação entomológica e epidemiológica em Cajazeiras, através da GRS, disponibilizando UBV-pesado (carro fumacê) para o município. Todos os dados seguem em monitoramento pelo corpo técnico da SES e demais ações serão desencadeadas em parceria com os municípios mediante alteração dos mesmos. A Gerência Operacional de Vigilância Ambiental está realizando o consolidado das demais informações do LIRAa dos municípios que já realizaram esse ano”, explicou Talita Tavares.

O LIRAa é uma metodologia de trabalho para identificar os locais de maior índice de infestação do mosquito transmissor da dengue. Assim, pode-se avaliar o risco de possíveis epidemias e intensificar as ações de combate e controle da dengue nas regiões onde o índice de infestação estiver mais elevado. O levantamento gera informações, não somente durante o trabalho de rotina, mas principalmente em momentos críticos, fazendo uso de uma metodologia capaz de fornecer dados em tempo hábil para estruturar ações específicas e aumentar a eficácia no combate ao mosquito transmissor da dengue como, por exemplo, identificar sistematicamente os potenciais criadouros do Aedes aegypti, permitindo conhecer a importância epidemiológica desses depósitos e o direcionamento de ações de controle vetorial. O LIRAa traça o retrato dos municípios, mostrando quais áreas estão mais críticas, para que a SES possa distribuir as ações de uma maneira mais adequada, reduzindo assim a infestação do mosquito.