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28 de maio de 2013

Profissionais de saúde participam de capacitação sobre tabagismo



Profissionais de saúde participam de capacitação sobre tabagismo Ricardo puppe11 270x180 - Profissionais de saúde participam de capacitação sobre tabagismoCerca de 30 profissionais de saúde entre, médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais que trabalham nos Centros de Atendimento ao Fumante dos municípios de Santa Rita, Bayeux e Cabedelo participaram, na manhã desta terça-feira (28), de uma Capacitação de Atualização sobre Tabagismo. O treinamento aconteceu na Associação Médica da Paraíba e faz parte das ações alusivas ao Dia Mundial Sem Tabaco, que será lembrado no dia 31 de maio.

A capacitação foi aberta pela  chefe do Núcleo de Doenças e Agravos Não Transmissíveis da SES, Gerlane Carvalho de Oliveira, que falou sobre a importância do evento. Logo em seguida, a psicóloga da Secretaria de Estado de  Saúde,  Maria da Guia Machado Costa, falou sobre a “Abordagem  Cognitiva e Comportamental” , enquanto que o  médico pneumologista Sebastião  Costa falou sobre  o “Tratamento Medicamentoso”. O treinamento foi encerrado com a palestra da enfermeira Luciana Martins Costa, do Centro de Tratamento do Fumante do Cais de Jaguaribe, que abordou  a questão do acolhimento e a organização e estrutura dos Centros.

Gerlane Carvalho de Oliveira  explicou que essa capacitação tem como principal objetivo qualificar os profissionais de saúde para o atendimento aos fumantes. Ela afirmou que com a mudança de gestão dos municípios, muitos profissionais de saúde desses centros são novatos e precisam de uma qualificação no assunto para oferecer um atendimento cada vez melhor às pessoas dependentes do cigarro e que querem deixar o vício.

Ela disse também que a partir do segundo semestre estão programadas outras capacitações para todos os municípios que trabalham com o Programa Nacional de Controle do Tabagismo. Em toda a Paraíba, existem hoje implantados 37 Centros de Referência para Tratamento dos Fumantes, onde eles podem buscar apoio, de maneira gratuita, para se livrar do vício provocado pela nicotina. O serviço é oferecido em Unidades de Saúde da Família, em Centros de Atenção Psicossocial (Caps), Centros de Atenção Integral à Saúde (Cais), Núcleos de Apoio à Saúde da Família (Nasf) e Centros de Saúde. Em alguns casos, os pacientes abandonam o cigarro com menos de um mês de acompanhamento.

O tratamento nesses Centros acontece por meio de programa desenvolvido pelo Ministério da Saúde, que repassa medicamentos ao Estado. Este, por sua vez, é responsável pela qualificação das equipes, monitoramento dos trabalhos realizados nos Centros e pelo encaminhamento do material enviado pelo Ministério. Os municípios entram com a administração das unidades de saúde, que vão receber os pacientes.

De acordo com Gerlane Carvalho de Oliveira, ao procurar um dos Centros, o paciente é recebido por uma equipe multiprofissional, com médicos, psicólogos, enfermeiros, entre outros. “Eles passam, inicialmente, por uma avaliação clínica e começam a integrar um grupo com, geralmente, 15 fumantes, que também querem se livrar do vício”, explicou.

Com o grupo, o paciente enfrenta quatro sessões – comumente, uma por semana. Nelas, os fumantes trocam informações e, sobretudo, recebem orientações de como substituir a ansiedade de fumar. “Por meio de uma avaliação médica, é verificado se o grau de dependência do paciente está tão avançado a ponto de ser necessário tratamento medicamentoso. Cada caso é diferente. Existem fumantes que, na terceira sessão, por exemplo, sem uso de medicação, conseguem abandonar o vício”, relatou Gerlane.

O uso dos medicamentos acontece sob monitoramento da equipe do Centro. As recaídas são possíveis e, quando ocorrem, os dependentes voltam a ser acompanhados. “Mas, independentemente do trabalho do Centro, o paciente precisa querer se livrar do vício para conseguir vencê-lo”, destacou. Em média, os Centros formam um grupo a cada trimestre, mas em cidades maiores, como João Pessoa, esta frequência é bem maior. 

Dados - O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo. A OMS estima que um terço da população mundial adulta, isto é, 1 bilhão e 200 milhões de pessoas sejam fumantes. Na Paraíba há 511.480 fumantes paraibanos e 99.720 deles (19,49% do total) estão em João Pessoa, de acordo com o  Inca.  Em todo o Estado, 2,5 mil  pessoas morrem por ano em decorrência do uso do cigarro.

O uso do cigarro ainda pode potencializar a ocorrência de câncer em outros órgãos do corpo, caso o usuário já tenha alguma predisposição. Os hospitais de referência no Estado no combate aos tipos de câncer relacionados ao uso do tabaco – pulmão, esôfago e laringe – são o Napoleão Laureano, Oncoclínica e Hospital Universitário Lauro Wanderley, em João Pessoa, e Hospital da Fundação Assistencial da Paraíba (Fap) e Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC), ambos em Campina Grande.