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Profissionais de saúde do sistema prisional recebem capacitação em Tuberculose

terça-feira, 19 de junho de 2012 - 19:17 - Fotos: 

Secom-PB

De acordo com a literatura médica, basta um indivíduo com tuberculose para transmitir a doença para mais 15 pessoas próximas. Por isso, há uma grande incidência de casos em Unidades Prisionais, onde vários presos dividem a mesma cela. De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES), em 2011 foram notificados 108 casos nos presídios do Estado. Preocupada com isso, a SES, em parceria com a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), está promovendo um treinamento para médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais destas Unidades Prisionais.

“A nossa intenção é que os diagnósticos e acompanhamento dos casos de tuberculose sejam feitos nos serviços de saúde das próprias Unidades, evitando, assim, a disseminação da doença”, disse a coordenadora Estadual do Núcleo de Doenças Endêmicas, Mauricélia Holmes.

O treinamento nas Ações de Controle da Tuberculose para Equipes de Saúde do Sistema Prisional começou segunda-feira (18) e foi encerrado nesta terça-feira (19), no Hospital Clementino Fraga, em Jaguaribe, serviço que é referência no Estado em tratamento da tuberculose.

O evento envolve 45 profissionais da Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega (Roger), Penitenciária de Segurança Máxima Dr. Romeu Gonçalves de Abrantes (PB1/PB2), Penitenciária  Desembargador Silvio Porto, Centro de Reeducação Feminino Maria Júlia Maranhão, Penitenciária  de Psiquiatria Forense (PPF), Penitenciária Padrão de Santa Rita, Penitenciária Padrão de Campina Grande (Máxima), Penitenciária Regional Raimundo Asfora ( Serrotão) e Penitenciária Regional João Bosco Carneiro, em Guarabira.

A enfermeira Maria Ivonete de Oliveira, que trabalha na Penitenciária Padrão de Santa Rita, é uma das participantes. Para ela, o treinamento dá subsídios para melhorar o trabalho das equipes de saúde dos presídios, mantém os profissionais informados sobre as mudanças que ocorrem nos esquemas terapêuticos, ditadas pelo Ministério da Saúde, e ainda estimula a humanização nos serviços. “O paciente que está preso por algum delito que cometeu tem os mesmos direitos à saúde que um cidadão que está em liberdade, e nós, enquanto profissionais de saúde, temos que oferecer o tratamento de forma igualitária e esta capacitação nos proporciona isso: é uma pessoa que está doente e necessita de cuidados”, concluiu.

Tuberculose – De acordo com Mauricélia Holmes, normalmente, se o cidadão está com tosse por três semanas consecutivas é sinal de alerta para a tuberculose. No caso dos presídios, este prazo é menor, ou seja, de apenas duas semanas. Todo o tratamento é garantido pelo SUS, de forma gratuita.