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27 de março de 2018

Professores que participaram do Gira Mundo Finlândia utilizam conhecimentos para elaboração da BNCC



see intercambistas da finlandia na BNCC 2 270x191 - Professores que participaram do Gira Mundo Finlândia utilizam conhecimentos para elaboração da BNCCQuatro professores que fizeram parte do Programa de Intercâmbio Gira Mundo Finlândia, oferecido pelo Governo do Estado, integram a equipe de elaboração da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Os intercambistas estão em Brasília, onde participam do I Encontro Formativo do Programa de Apoio à Implementação BNCC para a Educação Infantil e Ensino Fundamental. Durante o evento, os paraibanos, únicos da equipe com experiência de formação na Finlândia, estão contribuindo para elaboração do documento, por meio dos conhecimentos adquiridos naquele país.

O grupo paraibano no evento, que teve início na segunda-feira (26) e vai até esta quarta-feira (28), é formado por 28 educadores da Rede Estadual de Ensino. A equipe responsável pela elaboração do documento na Paraíba é formada por 22 professores e seis membros da equipe de governança, coordenadores estaduais de currículo, analista de gestão, articuladora de colaboração, coordenadores de etapa e redatores, que vão construir a BNCC contemplando todas as áreas de conhecimento.

A professora Izabelly Dutra Fernandes, que participou do intercâmbio em 2016, destacou a importância da experiência para sua formação profissional. “Poder participar de um projeto tão importante, que é a escrita de um currículo que irá influenciar na vida não só dos jovens que ingressarão na rede, mas também na dos profissionais que irão ministrar as disciplinas futuramente é muito gratificante”, revelou.

Izabelly contou como a experiência do Gira Mundo influenciou diretamente na mudança de sua prática pedagógica e perspectiva didática. “Nossa vivência chama a atenção de forma positiva para a possibilidade de compartilhar a experiência educacional em um sistema que está no topo das avaliações mundiais com os colegas que participarão desse processo de reescrita curricular. Temos a oportunidade de trazer para nosso currículo a inovação Finlandesa, atrelada a criatividade do profissional brasileiro”, ressaltou.

Já para o também intercambista Luis Victor dos Santos Lima, o papel dos participantes é discutir a base que existir, perceber lacunas, sugerir modificações e pensar em um currículo nacional que contemple as especificidades regionais. “Nossa experiência no Gira Mundo Finlândia está sendo útil, pois tivemos contato com uma dimensão educacional que nos fez refletir pontos que podemos pensar em adequar à nossa realidade, como a própria educação baseada em competências, a percepção de que menos é mais, que podemos desenvolver propostas curriculares que possam, por exemplo, contemplar mais de uma área de conhecimento”, explicou o professor.

Para Anne Araújo, que faz parte da equipe, “participar da redação, após ter tido a experiência de conhecer e vivenciar o funcionamento do sistema educacional da Finlândia, é uma grande oportunidade de trazer para o chão da escola conhecimentos e práticas que acreditamos que irão beneficiar toda a comunidade paraibana, em especial os que lutam pela Educação Pública de qualidade. Estamos cientes de nossas responsabilidades e motivados a disseminar ideias para a construção de uma sociedade mais justa e consciente de que os caminhos para o crescimento de qualquer país passam necessariamente por um plano de nação e ações colaborativas”, analisou a docente.

Segundo a professora Jessica Kelly Sousa, “a importância de participar desse processo é de estar representando os demais professores do Estado da Paraíba em uma ação democrática e aberta ao diálogo que está levando em consideração as peculiaridades de cada região, ao contexto em que as escolas estão inseridas e a realidade dos alunos. Deste modo, o diálogo é essencial para abrir espaço e vislumbrar a diversidade regional do país, que devem ser levadas em consideração na escrita dos currículos”. De acordo com Jéssica, a experiência do intercâmbio na Finlândia contribui, no sentido de levar em consideração as necessidades dos alunos para a construção de um currículo que atenda aos projetos de vida e realidades contextuais em que estes alunos estão inseridos.