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26 de setembro de 2011

Professores e monitores do Projeto Bombeiro Mirim recebem treinamento



O Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba, em parceria com a Escola de Serviço Público do Estado da Paraíba (Espep), promove, nesta terça-feira (27), a partir das 9h, no quartel do comando geral, um curso de capacitação para os professores e monitores envolvidos no Projeto Bombeiro Mirim, desenvolvido pela Corporação. O objetivo é especializar os professores no atendimento à criança em situação de risco. Na oportunidade, será apresentado o material doado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) para ser utilizado pelos alunos.

Três cursos fazem parte do Módulo I: Abordagem Didática para Crianças e Adolescentes; Abordagem Psicossocial para Crianças e Adolescentes; e Abordagem das Crianças e Adolescentes em Situação de Risco e Vulnerabilidade Social, incluindo seus Direitos (ECA). As aulas serão ministradas até a sexta-feira (30).

O Bombeiro Mirim é um projeto de combate e diminuição da violência, estimulando o exercício da cidadania das crianças nas comunidades carentes de João Pessoa, com idades entre 9 e 11 anos. “Fizemos essa parceria com a Espep para que os professores e os monitores utilizem uma linguagem mais técnica, estudando as causas da violência e o comportamento no desvio de conduta”, explicou o major Donelson Lira, coordenador do projeto.

Atualmente, 100 crianças das comunidades localizadas na Ilha do Bispo e Bairro dos Ipês  participam do projeto. Durante o curso, as crianças têm aulas de primeiros-socorros, combate a incêndios, prevenção às drogas, acidentes domésticos, cidadania, além de atividades culturais e práticas.

“A atividade do Corpo de Bombeiros tem uma boa aceitação pública. No Brasil, é de 97%. Usamos do encantamento pela profissão para atrair essas crianças, oferecendo ensinamentos voltados para a atividade de bombeiro. Damos à criança um exemplo da profissão para que no futuro ela possa querer segui-la”, frisou o major.

As crianças que participam do projeto são indicadas por associações e pelo Conselho Tutelar. Para que possam participar, além da autorização dos pais, é preciso que estejam matriculadas em escolas da rede pública de ensino.