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Professor fará doação de medula óssea

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015 - 11:11 - Fotos: 

O professor José de Arimatéia de Oliveira, de 33 anos, residente no município de Lagoa Seca, fará doação de medula óssea a um receptor de outro país, um caso raro que acontece apenas uma vez em cada 1,1 milhão. No Brasil, a probabilidade de encontrar um doador compatível é de um em cada 100 mil doadores.

José de Arimatéia é doador de medula óssea cadastrado no Hemocentro Regional de Campina Grande desde 2012, quando passou a fazer parte do Registro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome). Na semana passada, ele foi informado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), que mantém o Redome, que foi encontrado um receptor compatível fora do país. Este é o segundo caso de doação internacional registrada pelo Hemocentro de Campina Grande, o primeiro foi em 2011.

Na última segunda-feira (9), o professor compareceu ao Setor de Medula Óssea para fazer uma nova coleta de sangue, procedimento que faz parte do processo de transplante. José de Arimatéia, que também é doador de sangue, disse que quando foi informado de que havia sido encontrado um receptor de medula óssea compatível, ficou bastante surpreso, principalmente por se tratar de uma pessoa de outro país. Mas depois, contou que a surpresa foi substituída pela satisfação de saber que irá ajudar a salvar uma vida.

Durante a coleta do sangue, o professor conversou com a estudante de Enfermagem Jessica Lucena e o auxiliar técnico em Telecomunicações Márcio Franklin Morais Silva, que já passaram pelo procedimento e doaram medula óssea para pacientes do Rio de Janeiro e Barretos, em São Paulo, respectivamente.

Transplante – O transplante de medula óssea é o tratamento utilizado para doenças que afetam as células do sangue, como a anemia aplástica grave, mielodisplasias e em alguns tipos de leucemias, como a leucemia mieloide aguda, leucemia mieloide crônica e leucemia linfoide aguda.

O cadastro do doador de medula óssea é feito durante a doação de sangue, quando após autorização são colhidos 5 ml do sangue, além de informados os dados pessoais. Neste caso, a faixa etária é de 18 a 55 anos e a única contraindicação é que a pessoa seja portadora ou já tenha tido câncer, conforme informou a assistente social Marilana Abrantes. O sangue será tipado por exame de histocompatibilidade (HLA), um teste de laboratório para identificar suas características genéticas, e passa então a constar no Redome, onde as informações dos doadores e pacientes são cruzadas.

Quando há um paciente compatível, são realizados outros exames e, caso a compatibilidade seja confirmada, o doador será consultado para confirmar se deseja fazer a doação da medula óssea, que pode ser feita de duas formas, conforme a avaliação do médico. No primeiro caso, o doador é anestesiado em centro cirúrgico e a medula é retirada do interior dos ossos da bacia por meio de punções de agulhas. O doador retorna às suas atividades uma semana depois.

O segundo procedimento chama-se aferese, quando o doador toma um medicamento que faz com que as células da medula óssea sejam levadas para a corrente sanguínea. As células são liberadas pelas veias do braço do doador, com o uso de uma máquina de aferese. Em ambos os casos, a medula óssea do doador se recompõe em apenas 15 dias.