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28 de fevereiro de 2013

Professor da rede estadual de ensino representa o Nordeste em Jerusalém



O professor de língua portuguesa e língua espanhola das Escolas Estaduais Francisco de Assis Gonzaga (Campina Grande) e Nossa Senhora das Graças (Ouro Velho), Arysttótenes Prata, foi o único do Nordeste selecionado pelo projeto Shoá Revisitada, um trabalho interdisciplinar de ensino de Português e História, utilizando a literatura de cordel. O trabalho desenvolvido pelo professor paraibano chamou a atenção dos investigadores da Escola Internacional de Estudos do Holocausto, em Jerusalém.

Selecionado pelo projeto “Shoá Revisitada: o que meus alunos têm a dizer…”, o professor Ary compôs, juntamente com seus alunos, um cordel sobre uma temática específica. “Eu comecei o cordel, fiz algumas sextilhas onde descrevia o Holocausto de uma maneira histórica e propus que os meus alunos terminassem, com suas impressões sobre esse evento terrível da nossa história e eles aceitaram o desafio e aprenderam o conteúdo. De quebra, compuseram poesias que foram registradas ao final no cordel”, explicou o professor.

A Yad Vashem é uma organização judaica que mantém um complexo onde funciona o Museu do Holocausto e a Escola Internacional de Estudos do Holocausto. A cada ano, professores da América Latina são reunidos a partir de uma seleção criteriosa de currículo e projetos pedagógicos, para um encontro onde aprenderão sobre a cultura judaica e a Shoá.

De 130 professores inscritos da América Latina, apenas 30 foram selecionados. Os países selecionados foram Argentina, Honduras, Chile, Peru, Brasil, Panamá, Paraguai e Costa Rica. No Brasil, apenas cinco professores brasileiros foram selecionados, sendo quatro de São Paulo e apenas o professor Ary representando o Nordeste. “Adquiri muito conhecimento para compartilhar com nossos educadores paraibanos e também com meus alunos”, finalizou o professor.