João Pessoa
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Proerd deve atingir 4 mil crianças e adolescentes na Paraíba, este ano

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009 - 17:28 - Fotos: 
O Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd) deve atingir cerca de 4.000 crianças e adolescentes este ano, segundo informou o capitão PM Jomário Fernandes, coordenador desta atividade de prevenção primária a esses tipos de crimes e voltada para alunos da rede pública nas faixas etárias de 9 a 12 anos (5ª série) e de 13 a 16 anos (estudantes da 7ª série).

Implantado em 2000 nas escolas, recentemente foi levado para unidade educacional que atende à comunidade indígena Montemor, em Rio Tinto, formando 40 alunos de duas turmas da Escola de Ensino Fundamental ‘Dr. José Lopes’.

Na Paraíba, o Proerd conta com uma equipe de 86 policiais militares capacitados para atuarem como educadores nas escolas públicas, em dez aulas ministradas como parte da programação educacional, para que a criança apreenda subsídios e fatores de proteção e não se envolva em casos de violência nem aceite drogas.

Didática – O material didático – livro e caderno de atividades – é fornecido gratuitamente e, em sala de aula, o educador usa dinâmicas como teatralização, jogos, leituras, de modo que os estudantes sejam conscientizados para os problemas decorrentes do uso de drogas e da prática de atos violentos.

O programa já foi aplicado 1.000 vezes e chegou a 65.000 crianças e jovens paraibanos. No próximo ano está sendo programada atividade voltada para o adulto, ou melhor, para os pais, seja através das escolas, de igrejas, de empresas ou entidades comunitárias.

Cabe à Secretaria de Estado da Educação e Cultura (SEEC) selecionar e indicar a unidade escolar que vai ser beneficiada pelo programa que, em nível nacional, é ligado à Câmara Técnica do Conselho dos Comandantes e conta com o apoio das secretarias Nacional de Segurança Pública e Sobre Drogas.

Depoimentos – O soldado Marquiciel Amadeu atuou como educador no Proerd na Escola Indígena de Ensino Fundamental ‘Dr. José Lopes’, localizada na Vila Regina, comunidade Montemor, em Rio Tinto, onde ministrou o curso para 40 crianças da 5ª série, descendentes dos potiguaras. Naquela área, existem 30 aldeias indígenas e outras escolas estaduais. O trabalho de prevenção primária às drogas será levado para outras unidades de ensino.

A professora Maria da Penha Gomes, diretora escolar, entende que o curso foi importante para alertar os alunos sobre os males da convivência com a violência e os riscos das drogas. Ela disse que as crianças “ficaram bastante atentas durante o período do curso” e que percebeu “uma mudança de comportamento em alguns alunos que se tornaram mais calmos e prestaram atenção nas falas das autoridades durante a formatura e entrega dos certificados”.

A escola tem várias atividades e 447 alunos, e agora é a primeira experiência com do Proerd com uma comunidade indígena, que sua diretora espera repetir. A professora admitiu que na área existam crianças e adolescentes já envolvidos com drogas, em especial a maconha; mas ela atribui, em alguns casos, à falta de estrutura da família, a causa do consumo da droga pelos jovens.

O colégio valoriza a cultura indígena com atividades regulares como a prática da ‘Dança do Toré’, de 15 em 15 dias, e aulas cultura e arte daquele povo, assim como sobre a história da comunidade. Com o reconhecimento da área indígena, o educandário passará a ser denominado Escola Cacique Canindé, que foi uma grande liderança potiguara. No dia 16 deste mês, no Esporte Clube Cabo Branco, será formada uma turma de jovens de 16 escolas municipais de João Pessoa.

Fases da formação do educador Proerd
1 – Seleção documental do interessado
2 – Prova escrita aplicada por uma comissão formada por professores de Pegadogia e de Psicologia da UFPB
3 – Programa oral pela mesma banca acadêmica
4 – Ingresso no curso de formação com 200 horas/aula, que dura cinco semanas

Números do Proerd
86 policiais militares capacitados
31 municípios abrangidos
1.000 ações realizadas
65.000 mil crianças e adolescentes envolvidos na prevenção à violência e às drogas
R$ 313,00 é o valor do honorário do policial militar pelo trabalho nas escolas

Naná Garcez, da Secom-PB