João Pessoa
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Produtos piratas e sem selo de qualidade podem colocar em risco a segurança da população

terça-feira, 1 de dezembro de 2009 - 12:31 - Fotos: 

Os consumidores devem redobrar a atenção na hora de comprar brinquedos e artigos natalinos. Produtos piratas e sem selo de qualidade podem colocar em risco a segurança e até provocar choques elétricos e incêndios. O alerta é do diretor de Fiscalização do Instituto de Metrologia e Qualidade Industrial (Imeq), Vanildo Albuquerque.

Segundo ele, nesta época do ano, as luminárias do tipo pisca-pisca se tornam os objetos mais procurados no comércio. Por causa disso, também são os mais contrabandeados e passíveis de causar acidentes. “O problema está no material usado nessas luminárias. Ele é de péssima qualidade, se quebra e aquece com facilidade. Por isso, há um risco maior de ocorrer explosões de lâmpadas, choques elétricos e até incêndios”, adverte.

Para evitar os acidentes, fiscais do Imeq realizam desde novembro passado inspeções em lojas do comércio de João Pessoa e de alguns munícipios paraibanos. O trabalho faz parte da ‘Operação Papai Noel’, cujo objetivo é alertar o consumidor e impedir a comercialização de artigos prejudiciais à segurança das pessoas.

Produtos apreendidos – A operação começou em 4 de novembro e termina na próxima sexta-feira (4). Em um mês de inspeções, os fiscais apreenderam mais de 200 tipos de produtos. As principais irregularidades foram falta de nota fiscal e do selo de qualidade, além da ausência de informações do fabricante.
 
Vanildo Albuquerque ressalta que produtos sem o selo do Instituto Nacional de Metrologia Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) não devem ser comprados, e adverte que ter apenas a etiqueta não é garantia da segurança. “Não basta apenas ter o selo. É preciso também fazer a compra em loja idônea, porque já estão falsificando até o selo. Já pegamos vários produtos com esse selo falsificado”, declara o diretor.
 
“Além do selo, o consumidor deve ficar atento à identificação do fabricante. É melhor gastar um pouco mais e comprar produtos em empresas idôneas que se arriscar, adquirindo-os em locais incertos. Quando se compra em empresa séria, já se diminui muito a chance de ocorrer um acidente. Mas não há como acionar o fabricante, em caso de acidente, se o consumidor for prejudicado por um produto de origem desconhecida”, observa.
 
Brinquedos – Com esses tipos de produtos, o cuidado deve ser ainda maior, principalmente se eles forem destinados a menores de cinco anos. Além de comprar artigos apropriados para a faixa etária da criança, o diretor do Imeq recomenda que os produtos precisam ter a certificação do Inmetro. “Brinquedos sem qualidade atestada podem soltar pequenas peças e essas ser engolidas pelas crianças, causando até casos de mortes”, afirma.
 
O diretor informa que até os produtos importados precisam vir com selo de qualidade de seu país de origem. Graças a um convênio firmado entre países, os certificados são reconhecidos por nações diferentes. “O Brasil firmou um tratado com outros países para reconhecer os selos de qualidade emitidos pelos organismos dessas nações. Em troca, o selo do Inmetro também é reconhecido quando os produtos brasileiros chegarem nesses países”, explica.
 
“Por isso, as pessoas precisam ficar atentas se os importados que compram vêm com alguma etiquetagem. Se não vier, deve-se optar por outra mercadoria”, recomenda. 

A funcionária pública, Ana Pedrosa, não abre mão desses cuidados na hora de comprar os produtos natalinos. Ao lado da neta, numa loja da Avenida B. Roham, Centro de João Pessoa, ela olhava atentamente as embalagens dos objetos. “Presto atenção a tudo, principalmente, à qualidade. Antes de comprar, analiso a cor, o modelo e também se tem etiqueta do Inmetro. Sem contar, que só compro em loja, nunca no comércio ambulante”, declara.

Nathielle Ferreira, da Secom-PB