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8 de outubro de 2013

Presídio de Catolé do Rocha é referência em reinserção social no Estado



O Presídio Regional de Catolé do Rocha, localizado no Alto Sertão do Estado, conta com uma oficina permanente de artesanato que funciona dentro da marcenaria da unidade, onde os internos produzem utensílios de cozinha, objetos decorativos e brinquedos. Parte do material produzido está exposto na Feira de Brinquedos Populares, que acontece até a próxima sexta-feira (11), no Shopping Manaíra, em João Pessoa, celebrando a Semana da Criança.

Atualmente, a unidade prisional conta com 142 detentos e proporciona diferentes atividades de ressocialização, oferecidas pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), além de uma biblioteca com mais de 1500 livros.

O secretário de Administração Penitenciária, Wallber Virgolino, destacou os projetos. “No presídio de Catolé do Rocha, podemos visualizar ações positivas de um trabalho verdadeiro e feito com muita determinação pelo Governo do Estado, faço questão de sempre ressaltar o esforço dos diretores e agentes penitenciários com as atividades de ressocialização que estamos desenvolvendo, uma vez que esta sensibilidade é um elemento fundamental para a conquista dos resultados que já estamos colhendo”.

A gerente de Ressocialização da Seap, Ziza Maia, que acompanha as ações em todas as unidades prisionais do estado, ressaltou os trabalhos. “Esta unidade virou referência de ressocialização por meio, não só dos objetos produzidos na marcenaria, que já são destaque por onde passam pela qualidade dos produtos, mas também pela geração de renda e reinserção ao convívio social, a exemplo de um egresso do sistema penitenciário que trabalha de garçom em um dos melhores restaurantes da cidade e que já montou sua própria marcenaria, comprovando o resultado de um trabalho feito com muito esmero”.

O diretor do Presidio Regional de Catolé do Rocha, Hermeson Amaral, lembra o início do processo. “Esta oficina de objetos em madeira teve inicio com a doação de máquinas e ferramentas, feita por uma comerciante local. Esta ação foi de grande valia porque além de trazer benefícios para os apenados, demonstra que a unidade desenvolve um trabalho importante de cidadania, além de gerar renda para as famílias dos mesmos. Nós desenvolvemos um revezamento de mão de obra na marcenaria, para que o aprendizado seja disseminado entre eles”.