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26 de junho de 2012

Presidente garante que água distribuída na Capital está dentro dos padrões estabelecidos pelo MS



O presidente da Cagepa, Deusdete Queiroga, reafirmou, na manhã desta terça-feira (26), durante entrevista coletiva, que a água distribuída pela Companhia na cidade de João Pessoa atende todos os padrões de potabilidade exigidos pela portaria 2914/2011, do Ministério da Saúde, que é obedecida por todas as companhias de abastecimento do País.

Os esclarecimentos foram prestados após divulgação de um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Campinas (Unicamp), que aponta para a possibilidade de que a água distribuída em 16 capitais brasileiras estaria apresentando contaminação por substâncias que ainda não constam na portaria reguladora do Ministério da Saúde, a exemplo de cafeína e agrotóxicos.

“Quero tranquilizar a população de João Pessoa no que se refere à qualidade da água distribuída pela Cagepa na Grande João Pessoa. A água que servimos atende, criteriosamente, aos padrões estabelecidos pela portaria do Ministério da Saúde, que está em vigor desde o ano passado”, assegurou Deusdete.

O presidente da Cagepa preferiu não contestar a pesquisa, porém, deixou claro que apenas o Ministério da Saúde tem a prerrogativa de modificar a portaria 2914/2011, que garante a qualidade da água distribuída pelas companhias de abastecimento de todo o Brasil.

“Esses índices são regulamentados pelo Ministério da Saúde e, nós, enquanto empresas de fornecimento de água, temos que aguardar uma decisão do órgão federal. No momento, o que temos feito é tão somente obedecer o que determina a portaria vigente”, disse Deusdete Queiroga.

Presente à coletiva, a engenheira química Ana Carolina Lemos, gerente de Controle de Qualidade e Tratamento de Água da Cagepa, enfatizou que até agora a Companhia não teve acesso aos dados técnicos da pesquisa. Ela adiantou que a empresa já está acionando a Unicamp a fim de ter acesso a mais detalhes do estudo.

“Não foram divulgadas nem as concentrações dos parâmetros analisados, nem os locais de coleta das amostras pesquisadas. Portanto, como não existem ainda padrões estabelecidos por uma nova portaria do Ministério da Saúde, os valores encontrados podem ter sido apenas traços ou valores permissíveis, que não trazem risco à saúde da população”, observou.

Ana Carolina explicou que o tratamento da água feito pela Cagepa em suas estações é o mesmo utilizado em todo Brasil. “O processo que utilizamos em nossas estações de tratamento consiste nas etapas de clarificação, através da coagulação; floculação; decantação e filtração, com aplicação do coagulante Sulfato de Alumínio, além da correção de pH com a cal hidratada e desinfecção com cloro gasoso”, declarou.

A engenheira química da Cagepa revelou, também, que a empresa realiza o monitoramento da água, conforme estabelece o Ministério da Saúde, que elenca as substâncias que devem ser monitoradas, os limites aceitáveis e a frequência de amostragem.

“Nas nossas estações de tratamento de água, técnicos trabalham se revezando em turnos durante as 24 horas do dia, analisando a cada hora os parâmetros de cor, turbidez, pH e cloro residual da água em todo o seu percurso na ETA (Estação de Tratamento de Água), no momento que chega, bruta, após a decantação, filtração e desinfecção”, disse Ana Carolina.

“Além desse monitoramento, técnicos capacitados coletam amostras em todos os bairros abastecidos pela Cagepa, a fim de garantir os padrões de qualidade da água, da forma que a mesma saiu da estação de tratamento. Quanto aos parâmetros de agrotóxicos, a Cagepa faz suas análises em laboratórios credenciados e em todo seu histórico de pesquisa nenhum valor foi encontrado acima do permitido”, completou.

Ana Carolina Lemos destacou, por fim, que os mananciais de Gramame-Mamuaba e Marés, que abastecem a Grande João Pessoa, de onde a água é captada pela Cagepa, praticamente não têm contaminação por esgotos domésticos, principal fonte de poluição da cafeína e de compostos emergentes.