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24 de fevereiro de 2016

Preços de produtos agrícolas sobem mais que produtos industrializados em João Pessoa



O Instituto de Desenvolvimento Municipal e Estadual da Paraíba (Ideme) realizou um estudo sobre os impactos da seca e da crise econômica sobre os preços dos produtos agrícolas e industrializados que compõem a cesta básica de João Pessoa no mês de janeiro deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. O levantamento apontou que os produtos agrícolas subiram mais do que os industrializados, com destaque para macaxeira, que sofreu uma alta de preços de 84,92%.

Dos produtos naturais que compõem a cesta básica da Capital elaborada pelo Ideme, foram observados quatro grupos: os grãos, raízes e tubérculos, legumes e hortaliças, além de frutas. Dos grãos, o feijão apresentou uma elevação de preço da ordem de 29,45%. No grupo de raízes e tubérculos, o destaque foi a macaxeira que sofreu um aumento de preços de 84,92%, seguida pelo inhame com 68,60% e da batata doce com 43,18%.

Já no grupo dos legumes, o tomate e a cenoura lideraram os aumentos de preços, com 84,22% e 69,69%, respectivamente. Por outro lado, o único produto do grupo das frutas a registrar aumento em seus preços foi a laranja com uma elevação de 21,57% quando comparados os preços de janeiro de 2016, a igual mês de 2015.

Por sua vez, os produtos industrializados e elaborados que registraram os maiores aumentos de preços no período analisado (jan/16 e jan/16) foram: o açúcar (28,31%), óleo de soja (17,77%) e a farinha de mandioca (17,23%), segundo o estudo do Ideme.

A pesquisa indica ainda que os produtos naturais, ou seja, aqueles de origem agrícola sofreram variações de preços, no período analisado, ainda maiores do que as verificadas para os produtos industrializados e elaborados.

De acordo com o Departamento de Informações para o Planejamento do Ideme, a incidência de uma variação de preços maior sobre os produtos agrícolas se dá ao fato de que o município de João Pessoa é essencialmente urbano, e que tem como limite geográfico o mar, o mangue e canaviais.

Dessa forma, a oferta dos produtos agrícolas depende basicamente da produção de outros municípios, principalmente de municípios de estados vizinhos, o que encarece os preços também pela vertente dos gastos com transporte que se configura no custo advindo do frete.

Na análise do Ideme são levados em conta os impactos causados nos preços dos produtos naturais, em decorrência dos fenômenos climáticos e sazonais e nos produtos elaborados e industrializados, em virtude da crise econômica, notadamente no que se refere à elevação do dólar e do aumento dos preços dos combustíveis e tarifas de energia elétrica.  

Vinculado à Secretaria do Estado de Planejamento, Orçamento, Gestão e Finanças, o Instituto produz, principalmente, informações (estudos, projetos e pesquisas) para o planejamento e implementação de políticas públicas nas áreas socioeconômicas, com foco no desenvolvimento sustentável na Paraíba e seus municípios. Mais informações acesse: www.ideme.pb.gov.br