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Portos da Paraíba e Amapá buscam integração logística

segunda-feira, 3 de setembro de 2012 - 18:44 - Fotos: 

Com o objetivo de fazer a integração logística por meio do acesso marítimo e hidroviário, os portos de Santana (AP), Cabedelo (PB), Secretaria de Estado de Transporte do Macapá, Câmara do Comércio do Suriname e Vice-Presidência do Suriname se reuniram nesta segunda-feira (3) na capital do Amapá.

“Na manhã de hoje, foi dado um importante passo na busca para otimizar a movimentação de cargas entre o Nordeste e o Norte do País”, comentou Wilbur Holmes Jácome, presidente da Companhia Docas da Paraíba. Ele observou ainda que, atualmente, uma carreta de cerâmica que sai de João Pessoa e vai até Macapá absorve em média R$ 12 mil de frete. Para se ter uma ideia como parâmetro desse valor, paga-se hoje aproximadamente R$ 8 mil para se trazer um container da China até Suape (PE). Além de cerâmica, estão sendo transportados calçados, têxteis, frutas, entre outros produtos para o Norte. Tudo isso via rodovias, o que representa um alto risco de segurança além de custos.

Para o vice-presidente do Suriname, Robert Ameerali, o encontro acontece num bom momento. “Precisamos importar muitos bens do Brasil e o Norte e Nordeste são excelentes portas logísticas para diminuir distâncias e custos” disse. Da mesma forma avaliou o secretário de Transportes do Estado do Amapá, Sérgio La Roque, que valorizou as potencialidades do Porto de Santana. Já o presidente do Porto de Santana (Amapá), Riano Freire Valente, comentou a necessidade de se entender os fluxos logísticos entre o Norte e Nordeste, incrementando essa ligação por meio de rotas que possam se ligar rumo a América Central.

Para dar continuidade à reunião Wilbur Holmes Jácome e Riano Valente vão pedir o apoio das Federações das Indústrias e do Comércio dos respectivos estados da Paraíba e Amapá. O foco é a realização de fóruns logísticos que estimulem essa integração. “Vamos unir interesses entre industriais, distribuidores, varejistas, armadores e operadores portuários na busca de sinergia”, disse o presidente da Companhia Docas da Paraíba. Na opinião de Riano Valente, “esse tipo de integração aumenta a geração de empregos, renda, impostos e atrai mais investimentos nacionais e internacionais”.