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Porto de Cabedelo quer concentrar mercadorias gaúchas e do Cone Sul

segunda-feira, 28 de junho de 2010 - 13:56 - Fotos: 
Com o objetivo de fortalecer o desenvolvimento do transporte marítimo de cabotagem do Porto de Cabedelo, apontado como grande potencializador do fluxo de mercadorias entre as regiões Sul e Nordeste do País, o diretor presidente da Companhia Docas da Paraíba, Wagner Breckenfeld, viaja na próxima semana ao Rio Grande do Sul, onde divulgará o projeto do terminal paraibano e firmará parcerias com portos e empresários gaúchos interessados em escoar suas mercadorias pelo Nordeste.

Na ocasião, o Porto de Cabedelo, em parceria com a Superintendência de Portos e Hidrovias do Rio Grande do Sul, a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) e a Secretaria Especial dos Portos, promoverá um workshop para toda a comunidade portuária, comerciantes e industriais na cidade de Pelotas (RS).

Na oportunidade, será firmada ainda uma parceria com os ancoradouros de Pelotas e de Rio Grande. O intuito é transformar o terminal paraibano em um pólo de concentração da carga gaúcha, bem como de mercadorias do mercado do Cone Sul do continente americano, visto que esses portos são vias naturais de escoamento de cargas argentinas e uruguaias.

Acesso ao Cone Sul – Segundo o diretor comercial do Porto de Cabedelo, Francisco Paquet, que acompanhará Breckenfeld em visita ao Rio Grande do Sul, o intuito dessa parceria é também fazer com que as mercadorias nordestinas cheguem aos mercados do Cone Sul. “Vamos trabalhar para que o Porto de Cabedelo se torne um pólo de concentração e distribuição das cargas gaúchas, mas com isso também poderemos penetrar em seus nichos.

 
A influência dos portos de Pelotas e de Rio Grande atinge parte dos mercados argentinos e uruguaios e, com a parceria, também estaremos com eles no Cone Sul”, explicou.

Para Wagner Brekenfeld, a principal vantagem da parceria entre os terminais de Cabedelo e Pelotas e Rio Grande será o aumento do fluxo de mercadorias na Paraíba, bem como da competitividade dos produtos nas duas extremidades do tráfego. “A Paraíba compra hoje o trigo do Mato Grosso, pois os custos de transporte como frete e outros são melhores, porém com o projeto de cabotagem a tendência é gerar uma maior competitividade para outras origens através do transporte, visto que o nosso porto se tornará ponto estratégico para a distribuição das cargas vindas do sul do país”, disse ele.

A apresentação do projeto de cabotagem e estabelecimento das parcerias contará com representantes da Secretaria Especial dos Portos, da Superintendência de Portos e Hidrovias do Rio Grande do Sul, do Porto de Pelotas, do Porto de Rio Grande, da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) e do Sindicato dos Arrozeiros da região.

O diretor presidente da Companhia Docas da Paraíba também adiantou que no mês de agosto outro workshop deverá ser organizado, dessa vez na Paraíba e com a participação da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (Fiep), para a apresentação do projeto de cabotagem do terminal paraibano ao empresariado paraibano.

Da Assessoria de Imprensa do Porto de Cabedelo