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Polícias não registram ocorrências graves durante protestos na Paraíba

sexta-feira, 21 de junho de 2013 - 11:21 - Fotos:  Francisco França/Secom-PB

Após mais de cinco horas de manifestação pelas ruas de João Pessoa, a Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social registrou um saldo positivo das ações. Devido ao planejamento antecipado e bem executado, nenhuma ocorrência grave foi registrada durante o movimento e os pequenos atos violentos foram prontamente combatidos.

Mais de 800 homens da Polícia Militar montaram um cinturão em torno do evento, garantindo a segurança dos grupos de manifestantes. Antecipadamente, foram feitas abordagens a fim de identificar possíveis suspeitos e impedir que eles pudessem cometer crimes durante os protestos. De acordo com o secretário de Estado da Segurança Pública, Cláudio Lima, o movimento foi marcado por manifestações pacíficas, caracterizadas pelo respeito. “Quase não foram verificadas ocorrências e as que aconteceram estiveram localizadas no entorno do movimento e não dentro dele. Nesses casos, a Polícia agiu rapidamente e tomou os procedimentos adequados”, afirmou.

No Mercado Central, no Centro de João Pessoa, quatro homens foram presos após tentar assaltar um ônibus coletivo. O flagrante foi feito por policiais militares da Ronda Tática com Apoio de Motos (Rotam). Para o comandante geral da PM, coronel Euller Chaves, a mobilização foi uma verdadeira festa da democracia, na qual polícia e manifestantes se respeitaram e promoveram um ato pacífico.

O povo da paraíba mostrou sua grandeza e deu exemplo para todo o país, mostrando que é possível reivindicar sem usar a violência. O público entendeu a mensagem e contribuiu para a manutenção da ordem pública”, frisou o coronel Euller, que percorreu todo o percurso com os manifestantes.

Durante a caminhada, que teve início por volta das 16h em frente ao Liceu paraibano, as policiais militares distribuíram fitas brancas que simbolizavam a paz. A iniciativa foi elogiada pelos manifestantes. “Com um protesto feito com paz, nós conseguimos reivindicar muito mais. Destruir o que é nosso não traz melhorias e é bom abraçar a polícia e saber que eles estão aqui para nos proteger”, disseram as estudantes Rayla Barbosa, 20 anos, e Juciara Santos, 17.

A capitã Karla Marques, que participou da distribuição, revelou que a recepção dos manifestantes foi positiva. “No início, nós que fomo até eles, mas depois todos vieram até nós pedir as fitas para si e até para dar para os outros. Eu fiquei emocionada”, disse a capitã.

Além do policiamento a pé, a tropa montada da cavalaria e a radiopatrulha deram apoio à segurança no entorno do protesto. A tropa de Choque concentrou-se em um prédio público, mas não precisou ser acionada.

Corpo de Bombeiros – O Corpo de Bombeiros seguiu o planejamento traçado para o evento e disponibilizou seis motos de resgate (com materiais para atendimento pré-hospitalar), viaturas Auto Bomba Tanque, a fim de conter qualquer princípio de incêndio; de Auto Resgate, duas caminhonetas de Auto Busca e Salvamento (ABS), além de um bote e guarda-vidas na Lagoa do Parque Solon de Lucena e outro bote, com a equipe, no Busto de Tamandaré, no bairro de Tambaú.

Foi uma manifestação muito tranquila, só registramos ocorrências de pequeno porte, como a de uma criança que ficou perdida e uma senhora que passou mal. Nos dois casos, os Bombeiros estavam em alerta e deram o auxílio necessário rapidamente”, garantiu o comandante do Resgate dos Bombeiros, major Arthur Vieira.

 Ocorrências – Apenas casos isolados de tentativa de violência foram registrados, mas fortemente combatidos durante o protesto. Na Epitácio Pessoa, parte da vidraça de um loja de veículos foi quebrada. Na orla, um pequeno grupo tentou quebrar os coletores de lixo, mas a polícia também interviu rápido e impediu a depredação do patrimônio público. A estimativa é que mais de 22 mil pessoas tenham participado da mobilização.

Outras cidades – Em Campina Grande, 10 mil pessoas saíram às ruas. Nenhum ato de violência ou vandalismo foi registrado na cidade, segundo informou o comandante da CPR-1, coronel Marcos Sobreira. A mobilização começou por volta das 17h, na Praça da Bandeira, e se encerrou às 20h, no largo do Açude Velho. “A polícia apenas acompanhou a caminhada ao lado do povo e no final deu tudo certo”, observou o coronel.

Em Sousa, Sertão paraibano, dois mil manifestantes percorreram as principais ruas da cidade. Em Monteiro, cerca de 250 caminharam pelas ruas do município. Em Patos, os manifestantes também foram às ruas. A Polícia Militar acompanhou o percurso de acordo com o comandante regional da CPR-2, coronel Almeida, o protesto teve uma avaliação positiva. “Toda manifestação do povo em forma de democracia tem que ser bem recebida. O povo mostrou sua indignação da melhor maneira possível e esperamos que sirva de exemplo para a Paraíba e para o Brasil”, destacou o coronel Almeida.