João Pessoa
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Policiamento comunitário na Ilha do Bispo é elogiado pela comunidade

quinta-feira, 19 de novembro de 2009 - 12:27 - Fotos: 

O policiamento comunitário é um modelo de segurança pública em que as pessoas dizem qual a melhor forma para  atender às necessidades da comunidade. Em 48 dias de implantação do Centro Integrado pelo governador José Maranhão na Ilha do Bispo, em João Pessoa, os moradores são unânimes em afirmar que a realidade do bairro em relação à violência é totalmente nova.

O projeto piloto que reúne no mesmo local o policiamento ostensivo e judiciário tem oferecido uma tranqüilidade ao bairro que não se sentia há muito tempo. A opinião é da presidente do Conselho Comunitário Alba Maria Brandão Colaça. “Agora agente senta nas calçadas, se reúne sem sobressaltos e tem uma polícia amiga e presente. O governo está de parabéns”, elogia.

A delegada Maria Solidade de Sousa, que faz um trabalho conjunto com o Oficial PM Tenente Antônio de Sousa Santos Filho, disse que da inauguração (em 30.09.09) até hoje já foram encaminhados à justiça14 processos e quatro estão em andamento. O trabalho consiste em duas modalidades: a prevenção aliada a ação social e o repressivo, a fim de corrigir distorções e disciplinar formas de comportamento como prevê o Código penal.

A polícia se alia à sociedade para orientar, passar noções educativas de comportamento, participa da vida e da sociedade, mas age com a autoridade que lhe é exigida na hora que se fizer necessária uma ação repressiva para que se estabeleça a ordem e a tranqüilidade no local. O objetivo é inibir a ação de vândalos e inibir criminalidade.

As autoridades de segurança da área já realizaram reuniões com moradores, comerciantes e participa da vida das pessoas, acompanha as famílias e entidades sociais e classistas, participando dos eventos, a exemplo de seminários como o que será iniciado hoje no Centro de Referência da assistência Social – CRAS. Eles dizem no que o núcleo integrado de policiamento comunitário pode influir.

Capacitação

O projeto de Polícia Comunitária é embrionário e será iniciado também no bairro de Marcos Moura, em Santa Rita, devido ao alto índice de ocorrências registrado no local, um dos mais violentos da cidade.“Para combater essa realidade, vamos desenvolver, junto com a sociedade, trabalhos de combate à ociosidade dos jovens, retirando-os de situações de risco e os encaminhando para atividades que a própria comunidade esteja desenvolvendo”, disse o tenente Coronel Isael Oliveira, acrescentando que o foco da polícia será a ação preventiva.

Já houve três reuniões neste sentido. Participaram das discussões representantes da Universidade Estadual da Paraíba, da Associação de Apoio ao Trabalho Cultural, Histórico e Ambiental de Lucena, do Centro de Defesa Popular de Nova Trindade e da Associação de moradores de Marcos Moura, entre outros.

O 7º Batalhão de Polícia Militar conta hoje com 163 policiais e abrange as cidades de Santa Rita, Cruz do Espírito Santo e Lucena. Para que o policiamento seja implantado, e atenda às expectativas, a Secretaria de Segurança e da Defesa Social, através da Academia de Ensino da Polícia, realizou uma capacitação com policiais, cuja conclusão ocorreu na sexta-feira (14 de outubro) O curso foi destinado aos profissionais da área, com o objetivo de discutir e refletir sobre as práticas de Polícia Comunitária e dos Direitos Humanos.

Inise Machado, da Segurança e Defesa Social