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8 de dezembro de 2011

Polícia prende acusado de assassinar finlandeses e procura foragido



A Polícia Civil da Paraíba está concluindo o inquérito policial que apura a morte dos finlandeses Pasi Kalervo Kaartinen, de 71 anos; a esposa dele, Riitta Marjatta Kaartinen, de 68 anos; e a amiga do casal, Sirpa Helena Tiihonen, de 60 anos, cujos corpos foram encontrados num canavial, em Pitimbu, na última sexta-feira (2).

Um dos homens investigados pela polícia já está preso. Trata-se de Francisco das Chagas Vasconcelos Lima, conhecido por Vasco, 51 anos, sócio do mecânico Constantino Alexandre da Silva, 58 anos, o outro investigado que está foragido. Antes de ter a prisão temporária decretada, o mecânico foi ouvido pela polícia e, com ele, foram apreendidos mais de dez cartões de crédito que pertenciam às vítimas.

Até o momento, 11 pessoas foram ouvidas, vários exames periciais foram solicitados e uma nova perícia foi realizada na residência do casal, localizada no município do Conde, onde foram encontrados vestígios de sangue. A polícia acredita que as vítimas foram executadas com vários tiros dentro da casa e, em seguida, tiveram os corpos desovados no canavial, sendo transportados em uma Land Rover, que foi apreendida.

Na ocasião, a perícia utilizou uma técnica avançada, a mesma usada nas investigações da morte de Isabela, em São Paulo, que resultou na condenação de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. A substância luminol, em contato com o ambiente, consegue identificar a presença de sangue, mesmo que o local tenha sido lavado.

Motivação do crime – De acordo com as investigações, a motivação do crime teria conotação patrimonial, uma vez que os investigados se diziam proprietários da casa, afirmando ter adquirido da vítima por um valor de R$ 290 mil. A casa, no entanto, continua registrada no nome de Pasi Kalervo e está avaliada em mais de R$ 600 mil. A polícia também encontrou uma procuração da vítima dando plenos poderes a Constantino para a venda de propriedades. Segundo relatos de testemunhas, outros três terrenos de propriedade da vítima teriam sido vendidos pelo suspeito, mas o dinheiro não teria sido repassado.

O casal, juntamente com a amiga, entrou no país no dia 20 de novembro. Eles costumavam passar temporadas na Paraíba, fugindo do inverno europeu. As investigações vão continuar, outras pessoas deverão ser ouvidas e a polícia aguarda os resultados das perícias requisitadas ao IPC para a conclusão do inquérito policial.

As investigações foram iniciadas pela Delegacia de Pitimbu, e em seguida, o caso foi repassado para o Grupo de Operações Especiais (GOE), por determinação do delegado geral, Severiano Pedro do Nascimento Filho.