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Polícia ouve estudantes suspeitos de exercício ilegal da medicina

terça-feira, 29 de março de 2011 - 14:58 - Fotos: 
Seis estudantes de medicina foram interrogados na manhã desta terça-feira (29), na sede do Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil (GOE), na Secretaria da Segurança e Defesa Social (Seds), no bairro de Mangabeira, em João Pessoa. Eles são suspeitos de exercer irregularmente a profissão de médico no município de Paulista, no Sertão da Paraíba.
 
Segundo informou o delegado da cidade, Roberto Barros, a denúncia de que os estudantes atendiam há mais de um ano e meio (de forma irregular) no hospital municipal Emerentina Dantas foi feita pelo Conselho Regional de Medicina (CRM) do Rio Grande do Norte no mês de fevereiro.  “Inclusive, com a informação de que um deles tinha passado uma receita com um CRM falso e que dois deles atuavam no hospital de São Bento”, explicou a autoridade policial.
 
Barros disse que as investigações foram iniciadas e a Polícia descobriu que os estudantes de medicina, oriundos de universidades de João Pessoa, estavam exercendo a profissão no hospital de Paulista sem nenhuma supervisão, assinando recibos e desempenhando a função, recebendo pelo plantão como médicos e não como estagiários. “Mais de 40 plantões foram trabalhados dessa forma, medicações controladas receitadas, o que não é permitido, exames de toque em gestantes, entre outros. Tudo isso gerou o fechamento do hospital, que foi reaberto posteriormente e hoje conta com profissionais de verdade”, informou o delegado.
 
Roberto Barros disse mais pessoas serão ouvidas, entre eles, médicos e enfermeiros do hospital. Os estudantes, segundo o delegado, poderão ser indiciados por exercício ilegal da medicina, falsidade ideológica, tráfico de entorpecentes (por receitar medicamentos de uso controlado), entre outros. “Vale salientar que, após os depoimentos, todos serão liberados”, disse o delegado.  
 
O delegado da 8ª Delegacia Regional, sediada em Catolé do Rocha, André Rabelo, falou do risco de ser atendido por uma pessoa não habilitada. “É gigantesco, até porque os profissionais não são formados, não são registrados no Conselho Regional de Medicina e estavam atendendo a população como se fossem prontos para a profissão. É realmente um perigo muito grande”, alertou o delegado, salientando que a Polícia está atenta para coibir qualquer transgressão da lei.