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15 de fevereiro de 2013

Polícia Civil dobra índice de elucidação de homicídios em Patos



Entre os meses de setembro e dezembro de 2012, a Delegacia de Crimes contra a Pessoa (Homicídios) da cidade de Patos dobrou o índice de elucidação de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) registrados na cidade. De acordo com delegado regional, Danilo Orengo, 60% dos 24 homicídios dolosos e outros crimes dolosos que resultaram em morte e aconteceram nesse período tiveram a autoria identificada.

“Por três anos consecutivos, o índice de identificação de autoria dos homicídios ocorridos na cidade de Patos ficava no patamar de 30% a até 35%, conforme dados coletados pela Delegacia Regional. Em apenas quatro meses, a população patoense tem acompanhado várias prisões em flagrante delito, envolvendo pessoas que tenham cometido crimes de homicídio” explicou o delegado Danilo Orengo.

Para ele, as prisões são reflexo das novas diretrizes adotadas pela Delegacia Geral de Polícia Civil, que tem priorizado a elucidação de crimes contra a vida, seguindo determinação da Secretaria de Estado da Segurança e Defesa Social (Seds). “Várias decisões foram imperiosas, tais como: fortalecimento da Delegacia de Homicídios de Patos, com formação de uma segunda equipe para a especializada, inserção do Grupo Tático Especial (GTE) no levantamento da autoria, logo após os crimes, acompanhamento dos homicídios pela Delegacia Regional e o seu respectivo apoio, entre outras ações”, afirmou o policial.

Além do aumento na elucidação de assassinatos na cidade, a Seds ainda registrou queda no índice desse tipo de crime na 14ª Área Integrada de Segurança Pública (Aisp) que abrange Patos e outros 18 municípios. Em janeiro de 2013, o Núcleo de Análise Criminal e Estatística (Nace) da pasta contabilizou três CVLI em toda a área, cinco menos que no mesmo período de 2012.

“O aumento significativo na identificação da autoria nos crimes de homicídios na cidade e a diminuição das ocorrências demonstra que estamos no caminho certo. Ainda não é o ideal, mas o caminho foi traçado e os resultados estão em números percentuais. Sabemos que a vida não se restringe a números, mas temos que seguir um modelo e sabemos da importância de combater esses crimes e salvar vidas, pois este é o bem mais precioso que possuímos”, ressaltou Danilo Orengo.