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8 de setembro de 2011

Polícia Civil apresenta acusado de incendiar ônibus na Capital



A Polícia Civil apresentou, na tarde desta terça-feira (6), o ex-presidiário Thiago Alves da Silva, 26 anos, apontado pelas investigações como um dos articuladores dos incêndios aos ônibus, registrados na Capital no mês de agosto deste ano.  A apresentação foi feita durante entrevista coletiva, após autorização do Ministério Público Estadual.

O acusado já cumpriu pena por tráfico de drogas e tinha deixado o presídio cinco dias antes do primeiro incêndio no bairro Valentina Figueiredo. Além da prisão de Thiago, a polícia apreendeu uma arma especial calibre 38 e já tem a identificação de outras pessoas envolvidas nos crimes. Os nomes não foram divulgados para não atrapalhar a conclusão do inquérito policial.

De acordo com a gerente da Polícia Civil Metropolitana, Daniela Vicuuna, o trabalho foi realizado de forma conjunta por policiais civis das Delegacias de Crimes Contra o Patrimônio e de Repressão a Entorpecentes (DRE) e do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba.

O delegado de Repressão a Entorpecentes, Alan Terruel, foi o responsável pelo trabalho de inteligência. Segundo ele, a primeira preocupação da equipe de investigadores era identificar a razão dos incêndios.  “Nosso trabalho ficou focado nas raízes do crime, saber o motivo dos incêndios, quem estava por trás de tudo isso e por que. Em seguida, partimos para a identificação de todos os envolvidos”, explicou.

A polícia concluiu que os incêndios foram praticados por grupos criminosos incomodados com as ações policiais no Estado. “As ações foram praticados como forma de reação ao aumento do número de prisões, apreensões de drogas, intensificação do trabalho de saturação em determinadas áreas e o aperto do sistema penitenciário. Mas a polícia não se intimida com isso e está trabalhando incessantemente para combater o crime”, alertou Alan Terruel.

O acusado foi preso em flagrante na comunidade Nova Trindade, no bairro Jardim Veneza. Ele vai responder pelos crimes de porte ilegal de arma, incêndio e danos ao patrimônio, formação de quadrilha e, se condenado, pode pegar até 20 anos de prisão.

“Num prazo de 30 dias teremos concluído o inquérito e, em breve, efetuaremos a prisão de todos os envolvidos nesses crimes. A colaboração das vítimas que nos ajudaram a fazer o reconhecimento dos acusados foi fundamental”, destacou o delegado de Crimes contra o Patrimônio da Capital, Ademir Fernandes.