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Polícia alerta para cuidados com casa de quem viaja no Carnaval

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010 - 17:46 - Fotos: 
Quem pretende viajar, cair na folia longe de casa e não quer ter uma surpresa desagradável na volta, deve adotar algumas providências para a segurança de sua residência. A polícia alerta que nesta época do ano aumentam os casos de arrombamento de domicílios, mas as autoridades garantem que o ladrão pode desistir do crime se encontrar dificuldade na invasão.

As polícias Civil e Militar montaram um esquema para garantir a segurança dos paraibanos durante os festejos de Carnaval. O major da Polícia Militar, Júlio César, gerente de Assuntos Estratégicos da Secretaria de Segurança e da Defesa Social, lembra que dificultar a ação de criminosos é uma responsabilidade de todos.

Alarmes – Para isso, ele lembra que as pessoas que irão viajar devem deixar a casa sob a vigilância de sistemas de alarmes. Se isso não for possível, o imovel deve ficar aos cuidados de um amigo ou parente de confiança do morador. “Aquela história de deixar apenas lâmpada acesa já está saturada. Ela fica acesa durante o dia e isso denuncia que a casa está desocupada. A população deve optar por outras formas de proteger seus bens”, afirma.

Ladrão sempre analisa o imóvel antes de agir. E situações que denunciam a ausência do dono podem ser ‘um convite’ para a ação do marginal. O exemplo clássico de um erro muito comum é o uso das luzes acesas. Muita gente deixa lâmpada ligada, achando que isso mantém o ladrão longe. Na verdade, ela pode ter efeito contrário. A lâmpada deve ser desligada durante o dia. O dono da casa deve convidar alguém para ficar responsável por isso. Se o bandido vê a luz acesa às 9, 10h da manhã, vai perceber que a casa está vazia e, certamente, virá arrombá-la á noite.

Melhor opção – Há pessoas que optam por deixar a casa aos cuidados de cães. Mas para o oficial afirma que o ideal mesmo é que elas entreguem essa missão ao um ser humano. A presença humana é sempre a melhor alternativa. O ladrão pode ser um domador de cachorros e aí o animal não será empecilho para ele. Além disso, pode ocorrer uma situação muito comum: a falta de alimentação dos bichos. “Os cães mal alimentados podem ser conquistados pelos ladrões, que poderão fornecer comida. O recomendavel é que os moradores deixem uma pessoa encarregada de alimentar os cachorros. Só assim, não haverá risco deles serem enganados por marginais”, destaca.

Se não houver ninguém disponível, a orientação é que seja contratado um vigilante para os dias de festas. Lembre-se: é melhor arcar com uma despesa extra que ter um prejuízo bem maior. Outro momento de redobrar a atenção é na hora de deixar a casa. Antes pegar a estrada, é importante verificar se todas as portas e janelas estão bem trancadas. Por isso, devem ser instaladas fechaduras, pinos de segurança e cadeados de qualidade. É aconselhável também que a saída seja discreta e sem que estranhos a vejam. No máximo, um vizinho de confiança pode ser avisado.

Apoio de vizinho – A polícia ainda recomenda que o morador informe que a casa estará vazia por alguns dias, bem como a previsão da volta aos vizinhos. Assim, eles poderão acionar a viatura, caso percebam que há alguém estranho rondando a casa vazia. A ajuda do vizinho pode ser de extrema importância, já que ele poderá ser os ‘olhos e ouvidos’ do proprietário do imóvel enquanto estiver longe de casa. Através de um simples telefonema, o viajante pode consultar o amigo e saber se está tudo bem com a propriedade.

Outra orientação é que o morador entregue a chave de sua casa a um parente ou amigo de confiança para que este possa ajudar a manter a segurança do imóvel. Esta pessoa poderá, por exemplo, simular que há gente vivendo na casa. Para isso, pode abrir janelas, regar jardim, varrer a calçada ou entrar com carro na garagem. Se algum ladrão pretender invadir a propriedade, vai mudar de idéia ao perceber que o local está habitado.

Publicações – Jornais ou revistas, recebidos por assinaturas podem ser um chamariz para o marginal. Esses periódicos jogados ao chão em frente da porta podem mostrar que não há ninguém presente em casa para recolhê-los. O ideal é que as empresas que emitem esses materiais sejam comunicadas para fazer a entrega em algum endereço provisório, que pode ser de um parente, por exemplo. “Se o ladrão passar e vê dois ou três jornais jogados na porta da frente vai perceber que não há ninguém em casa e aí pode sentir vontade de arrombar a casa”, enfatiza o major Júlio César.

Os profissionais em segurança ainda aconselham a não colocar o cadeado do lado externo do portão. Isso poderá denunciar a saída dos moradores. Seguindo esses cuidados, o folião terá mais chances de ter um carnaval tranquilo e sem sobressaltos.

 

Nathielle Ferreira, da Secom-PB