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26 de janeiro de 2015

Plenária discute estrutura e modelos de mercado do artesanato paraibano



A 2ª plenária do Colegiado Estadual do Artesanato Paraibano aconteceu na sexta-feira (23), no auditório do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O fortalecimento no Programa de Artesanato Brasileiro (PAB), além da implementação da infraestrutura produtiva e do mercado foram alguns pontos discutidos. A reunião contou com a presença do Governo do Estado, por meio da sua Secretaria de Turismo e do Desenvolvimento Econômico (Setde).

Durante o encontro, o secretário Laplace Guedes ressaltou que as plenárias e o colegiado são indispensáveis para a elaboração das políticas públicas para o segmento. “Nada, da parte do Governo, será decidido sem ouvir os artesãos. Nossa expectativa é a de que o artesanato se faça presente no Plano Plurianual (PPA) como uma das principais atividades econômicas do nosso estado”, antecipou.

Laplace também elogiou o avanço do diálogo no setor. “É uma satisfação assumir a pasta em um momento tão avançado de organização e diagnóstico da realidade dos artesãos. Vamos acompanhar o desenrolar das deliberações do colegiado para estarmos cientes dos pontos que competem à nossa Secretaria”, afirmou.

A representante do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Sandra Mori, presta assessoria ao Colegiado. Ela ressaltou que a expectativa do segmento é o fortalecimento da parceria entre órgãos públicos e artesãos para conquistar avanços idealizados para o setor. “Vamos buscar, por exemplo, o fortalecimento no Programa de Artesanato Brasileiro (PAB). Precisamos também de mais infraestrutura para a produção do artesanato e revisão de alguns modelos de mercado”, enumerou.

Além dos artesãos de diferentes tipologias, a plenária contou com a presença de representantes de associações, cooperativas e do sindicato da categoria. Prestigiaram ainda o encontro integrantes do MDA, Instituto Federal da Paraíba (IFPB), Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), Empresa Paraibana de Turismo (PBtur) e Prefeitura de Cabedelo.

Demandas e conquistas – Um Plano Estadual de Desenvolvimento Setorial do Artesanato já foi elaborado pelos integrantes do Colegiado. Para isso houve a assistência de uma coordenação executiva. Entre os membros dessa equipe estava o artesão Chico Ribeiro e a representante do MDA, Sandra Mori. O encaminhamento do documento para os órgãos competentes também foi discutido durante a plenária da sexta-feira.

Chico Ribeiro classificou como positivo o relacionamento entre os produtores e os órgãos que lidam, diretamente, com o artesanato. “Tanto o novo secretário, como a gestora do Programa de Artesanato da Paraíba ressaltam que as portas estão abertas ao diálogo. Isso começa a ser visto na prática, como uma realidade percebida já na edição atual do Salão de Artesanato. A Paraíba está avançando”, garantiu.

Composição do colegiado - O Colegiado Estadual do Artesanato Paraibano foi criado em janeiro de 2014. A ideia surgiu durante a Oficina de Governança do Artesanato. Sua função é estimular e divulgar o artesanato local, além de organizar o segmento de modo sustentável, integrado e participativo.

Ao todo, 52 assentos integram o colegiado, sendo 19 deles do poder público e 33 da sociedade civil. A Setde foi indicada a compor o Plenário Geral por sugestão dos artesãos.