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11 de setembro de 2009

Pesquisas arqueológicas da UEPB são citadas em reportagem da ‘Veja’



Parte das pesquisas arqueológicas encabeçadas pelo professor Juvandi Santos, do Departamento de História da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em Campina Grande, foi citada na matéria ‘Destruidores da História’ da revista ‘Veja’, em edição de agosto passado. O texto é assinado pelo jornalista Marcelo Bortoloti.

A reportagem, que trata da ação de vândalos nos sítios arqueológicos brasileiros, informa que o País tem um dos mais extensos patrimônios de pintura rupestre do mundo, mas muitos desses tesouros estão ameaçados, já que algumas pessoas podem fazer desaparecer – sob pichações e cartazes – um precioso conjunto dessas pinturas.

O que interessou à revista ‘Veja’ foi o ‘Mapa da Destruição no Estado’, uma pesquisa elaborada na UEPB que detectou sinais de vandalismo no Agreste, Cariri e Seridó paraibanos. Em pouco mais de dois anos de existência, os participantes da atividade já visitaram 45 sítios arqueológicos e verificaram que 39 deles já sofreram ações de vândalos.

“Os sítios arqueológicos passam por dois tipos de destruições: as naturais, irreversíveis com o passar do tempo, e as ocasionadas pela ação dos homens. Em quase todas as regiões da Paraíba temos constatado acentuado índice de vandalismo”, informou o professor Juvandi Santos. Segundo ele, as pinturas rupestres, em geral, são feitas com minerais que mais cedo ou mais tarde vão desaparecendo. O grande problema é que o homem está acelerando esse processo.

Ações preventivas – Especificamente sobre a Pedra do Ingá, o professor disse que de dez anos para cá cerca de 30% das gravuras em baixo relevo das itacoatiaras (pedras) foram destruídas, tanto através da ação natural como principalmente pelo vandalismo. “As pessoas que visitam os sítios arqueológicos sempre querem levar para casa um souvenir, uma lasquinha da pedra como lembrança”, acrescentou.

“Quando verificamos esses problemas, acionamos o Ministério Público Federal e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Sobre a destruição das itacoatiaras, eles exigiram – entre outras coisas – que o sítio arqueológico fosse cercado e o material paleontológico, existente no mini museu, revitalizado”, disse.

Este trabalho vem sendo feito pelo Laboratório de Arqueologia e Paleontologia da UEPB (Labap), que já revitalizou cerca de 40 peças paleontológicas. “A Universidade está empenhada em minimizar os danos existentes”, finalizou Juvandi.

Da Assessoria de Imprensa da UEPB