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Pesquisador defende aliança territorial da Paraíba com PE e RN

quinta-feira, 24 de março de 2011 - 13:07 - Fotos: 

A Paraíba é o 2° Estado mais competitivo do Nordeste, mas ainda sofre com baixos indicadores econômicos e sociais. O economista e pesquisador Sérgio Buarque defende que uma das saídas para o desenvolvimento do Estado é a formação de uma aliança territorial com os vizinhos Pernambuco e Rio Grande do Norte. Buarque proferiu a primeira palestra da “I Conferência Estadual sobre Desenvolvimento Sustentável: a Paraíba no século XXI”, na manhã desta quinta-feira (24).

Segundo o pesquisador, para que haja desenvolvimento sustentável na Paraíba é preciso que sejam desenvolvidas ações pautadas no tripé: promoção de oportunidades sociais; elevação da competitividade econômica; preparação para as mudanças climáticas; e integração regional.

Citando o discurso do governador Ricardo Coutinho, que destacou a importância de realizar parcerias com o complexo de Suape em Pernambuco, Buarque afirma que a Paraíba deve definir suas prioridades estratégicas e fortalecer laços com os Estados vizinhos, aproveitando as afinidades históricas para desenvolver um trabalho integrado. 

Com base em estatísticas do Movimento Brasil Competitivo, referentes a 2006, o pesquisador destacou que a Paraíba está numa posição confortável, em termos de competitividade. Conforme o levantamento, o Índice de Competitividade Estadual (IEC) da Paraíba (0,432) é 11° do país e o 2° do Nordeste, tendo a frente o Estado de Pernambuco (0,436). “Quando se fala em inovação e competitividade, a Paraíba aparece em 9º lugar no país, mas em termos de infraestrutura o Estado cai para a 15ª colocação”, comentou.

Buarque lembrou, ainda, que o Estado tem o 3º melhor índice de pesquisadores por habitantes do país, o que revela sua grande capacidade científico-tecnológica. No entanto, quando o assunto é educação básica o Estado tem um baixo desempenho, o que contribui para o estrangulamento da economia paraibana. “O Estado precisa investir pesado em Educação Básica, que é a fonte das desigualdades sociais”, enfatizou.