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17 de maio de 2011

Pesquisador da Embrapa discute cultura do algodão na Paraíba



A revitalização da cultura do algodão na Paraíba foi tema de uma palestra proferida pelo pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Napoleão Beltrão, na manhã desta terça-feira (17) na sede da Emater, na estrada de Cabedelo, quando foram apontadas saídas que consistem na organização da produção, capacitação de técnicos e produtores. Os principais assuntos abordados foram a conservação do solo e algodão, atualidades e o zoneamento de risco climático.

Na palestra, Napoleão Beltrão também ressaltou a importância de se incentivar, ainda mais, o cultivo do algodão colorido e disse que, em breve, a Embrapa lançará mais duas variedades, a preta e a azul. Segundo ele, a convivência com bicudo, praga que chegou à Paraíba em 1983, no município de Ingá, não é mais um problema, porque poderá ser eliminado com o arranquio e espaçamento do tempo de plantio de uma safra a outra de, no mínimo, três anos.

O pesquisador informou que o algodão, seja colorido ou branco, tem mercado garantido, mas para que a produção chegue ao consumidor é preciso incentivar a organização da produção e apoio do governo, e também a facilidade de acesso às tecnologias por parte dos produtores rurais. O agricultor familiar é o grande beneficiado com a volta do cultivo em grande escala do algodão, garantindo com isso oferta de trabalho e renda no campo.

Outra cultura destacada durante a palestra foi da mamona que, segundo o pesquisador, também poderá ser melhor aproveitada pelos agricultores familiares. “Plantar algodão e mamona é a garantia de uma renda assegurada, e são as duas culturas a serem trabalhadas pelo agricultor familiar”, enfatizou.

Estiveram presentes ao evento, representantes do Banco do Nordeste, do Banco do Brasil, do Projeto Cooperar, da Emepa e de outras instituições ligadas ao setor público agrícola, como também agricultores, estudantes e extensionistas rurais.