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1 de abril de 2015

Pesquisa do Ideme aponta alta de 0,12% no preço da cesta básica em João Pessoa



O Instituto de Desenvolvimento Municipal e Estadual (Ideme) divulgou o resultado da cesta básica da cidade de João Pessoa referente ao mês de março. O estudo destaca um aumento de 0,12% no preço médio dos alimentos e um custo total da cesta no valor de R$ 295,86, referente à alimentação individual.

Dos preços praticados em João Pessoa no mês de março de 2015, foram identificadas altas em cinco dos 13 itens que compõem a cesta: óleo de soja (9,24%), feijão (8,14%), carnes (2,42%), arroz (1,18%) e café moído (0,29%).

Já os produtos que apresentaram queda nos preços médios foram os legumes: abóbora, beterraba, batata-inglesa, cenoura e tomate (3,41%); farinha de mandioca (2,90%); pão francês (2,56%); frutas: banana e laranja (1,26%); raízes: inhame, batata-doce e macaxeira (1,10%); leite pasteurizado (1,08%); açúcar (0,91%) e margarina (0,53%).

Alimentos - A ração essencial mínima (cesta básica) analisada pelo Ideme está definida pelo Decreto-Lei nº. 399, de 30.04.1938, que estabelece 13 produtos alimentares básicos (arroz, feijão, carnes, farinha de mandioca, café, pão, leite, açúcar, margarina, óleo de soja, legumes, frutas e raízes) e suas respectivas quantidades. No mês de março, a cesta de João Pessoa passou a representar aproximadamente 37,55% do salário mínimo (R$ 295,86).

Com isso, um trabalhador que no mês de março de 2015 ganhou um salário mínimo de R$ 788,00 precisou trabalhar o equivalente há 82 horas e 38 minutos para adquirir sua alimentação individual. Já para uma família composta por quatro pessoas foi necessário dispor de R$ 1.183,44, aproximadamente, para adquirir a alimentação básica.

De acordo com o levantamento do Ideme, do mês de março de 2014 a março de 2015, o preço da cesta básica de João Pessoa apresenta um acumulado positivo de 22,79%; dos quais 5,91% correspondem aos três primeiros meses deste ano. Assim como nos demais estados brasileiros, na Capital paraibana os problemas climáticos são apontados como as principais causas dos aumentos dos alimentos.