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3 de fevereiro de 2016

Peças produzidas por internos do sistema prisional  fazem sucesso no Salão de Artesanato



Salão 2 portal 270x202 - Peças produzidas por internos do sistema prisional  fazem sucesso no Salão de ArtesanatoAs habilidades artesanais de internos do sistema penitenciário da Paraíba são incentivadas por programa do Governo do Estado como forma de dar ocupação e gerar tenda para as famílias dos detentos.

Durante o 23º Salão de Artesanato da Paraíba, que terminou no último domingo (31), no Espaço Cultural, em João Pessoa, o público pode ver e comprar artigos produzidos por esses internos, entre eles bonecas de pano, cinzeiros, porta-retratos, cofres em formato de casas e outros itens confeccionados em madeira e com a técnica origami (dobradura de papel).

O salão foi recorde de público e de vendas e a aceitação do artesanato vindo dos centros prisionais foi boa. As peças foram expostas em stand exclusivo, com arrecadação de R$ 1 mil, valor que será dividido e repassado aos familiares dos artesãos, ou para a compra de material que manterá a produção artesanal.

O secretário de Administração Penitenciária, Wagner Dorta, destacou a importância de fomentar a produção artesanal dentro das unidades prisionais. “Percebemos que existem várias pessoas cumprindo pena que demonstram habilidades manuais na confecção de peças artesanais, e o nosso papel é proporcionar que possam desenvolver este talento e consequentemente, sair da ociosidade e evoluir numa ação lúdica e educativa. O Salão de Artesanato proporciona a apresentação e o escoamento desta produção, por isso se torna tão importante dentro do processo de ressocialização”, disse.

A gerente executiva de ressocialização, Ziza Maia, ressaltou que a participação de internos no salão tem estimulado a produção artesanal.

“É o sexto ano em que os internos levam seu trabalho ao Salão. É um espaço que permite apresentar à sociedade o artesanato deles. A exposição e comercialização das peças valoriza a arte que também existe por trás dos muros do cárcere”, avalia a gerente.

Para Ziza Maia, esse tipo de trabalho também contribui para a autoestima dos internos: “É mais uma ação no trabalho de retorno dos reeducandos ao convívio social”.

A interna Alcivânia Ferreira Gomes, de 35 anos, reconhece a importância de participar do Salão de Artesanato: “Agradeço a Deus e as pessoas que deram esta força. Foi mais um passo importante para a minha vida e de muitos que estão lá aprendendo. É importante a gente poder sair de um fracasso de cabeça erguida e com uma profissão na mão. Um recado que eu deixo para as outras reeducandas que queiram mudar de vida é nunca desistir, pois quando a gente realmente deseja alguma coisa, a gente consegue. Eu sou a prova real disto”.