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Peças em batik e chita tingida são destaques do Salão de Artesanato da Paraíba

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015 - 09:49 - Fotos:  Vanivaldo Ferreira/Secom-PB

A coleção de bolsas, almofadas, cortinas e tecidos feitos com a técnica originária da Indonésia, o batik (batique), e as peças em matelassê de chita tingida, confeccionadas pelas artesãs da Cooperativa ‘As Cabritas de Boa Vista’, podem ser adquiridas no corredor de Fios da 21ª edição do Salão de Artesanato da Paraíba, localizado na antiga sede do BNB, na orla do Cabo Branco, em João Pessoa. O evento segue até o dia 25 de janeiro.

A técnica de tingimento batik foi aperfeiçoada pelas integrantes da Cooperativa Artesanal Mista de Catolé do Rocha. O efeito final é produzido por sucessivos tingimentos no tecido, protegido por máscaras de cera, onde somente as partes não vedadas pela cera são tingidas. As máscaras são aplicadas sobre a seda ou qualquer outro tecido com pincel especial para dispensar os pingos de cera derretida.

A artesã Francisca Elita, mais conhecida como dona “Mocinha”, explicou que o batik sertanejo exige uma grande concentração e capacidade de imaginar, na abstração do olhar, a beleza que cada trabalho revela ao ser finalizado. “O processo é lento e delicado, pois utilizamos fogareiro de lenha e cera em temperatura adequada para não queimar o tecido. Queremos repassar a técnica adiante, pois nem todo mundo sabe manuseá-la. Eu aprendi aos 16 anos e desde então nunca mais parei”, comentou a artesã que comercializa redes, tapetes, almofadas, cortinas e até tecidos para estilistas.

A coleção de bolsas artesanais de chita tingida feitas em matelassê também faz sucesso no Salão. Elas são produzidas em máquinas de costura caseira por mulheres da Cooperativa ‘As Cabritas de Boa Vista’. Desde a sua fundação, as artesãs já receberam a consultoria de designers renomados como Thaís Antunes e, mais recentemente, pelo tecelão internacional Renato Imbroisi.

As bolsas são feitas à mão, por isso, cada peça é única. Elas recebem ainda fechamento com zíper, forradas e têm acabamento caprichado através dos detalhes que fazem diferença como broches em tecidos, de fuxico e algumas aplicações de tecidos bordados. Maria da Conceição, artesã há mais de 15 anos, lembra que começou a fazer por ocupação de tempo e acabou virando sua principal fonte de renda.

“Queríamos fazer algo diferenciado de tudo que já havia no mercado. Aprendemos técnicas inovadoras e hoje não tenho do que reclamar. As vendas estão ótimas e, por isso, temos que manter a produção em ritmo acelerado de móbiles, carteiras, almofadas e até echarpes para dar conta de tantos pedidos”, comemorou a artesã.

Pela primeira vez no Salão de Artesanato, as amigas Marly Mendes, natural do Recife, e Rossina Lemez, Curitiba, aproveitaram as férias de verão para conhecer o espaço e se encantaram com a diversidade cultural reunida. “Viajamos bastante, conhecemos vários lugares do Brasil e do exterior, mas nunca vimos nada tão bem feito e original como o artesanato da Paraíba. Impossível sair daqui sem levar nada e não indicar aos amigos” disse a turista de Curitiba.

O Salão funciona de segunda a sábado, no horário das 15h às 22h, e aos domingos das 15h às 21h. A visitação é gratuita. Mais informações através dos telefones (83) 3218-4060 / 8815-5009. Nas redes sociais facebook.com/artesanato.pb, artesanato.pb.gov.br ou através do email artesanato_pb@yahoo.com.br.