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29 de fevereiro de 2012

PBGás termina obra que levará gás natural à fábrica de cimento Cimpor



Um dos maiores e antigos empreendimentos industriais da Paraíba, a fábrica de cimento Cimpor, acaba de ser conectada pela PBGás com uma obra de quatro quilômetros de gasoduto para funcionar com gás natural canalizado. Na verdade, trata-se do primeiro contrato industrial, na Paraíba, para um volume de 90 mil metros cúbicos de gás natural, disponível diariamente.

Segundo o diretor-presidente da PBGás, o engenheiro Zenóbio Toscano, foi o maior contrato individual que a empresa já assinou, desde sua fundação. Além desse feito, ele disse que é também o primeiro contrato de mercado secundário – aquele em que a indústria está recebendo um gás que prioritariamente é da usina termelétrica. “Quando a térmica não utiliza, a Petrobrás disponibiliza essa reserva para o mercado, então as distribuidoras repassam aos clientes que tenham esse tipo de contrato, e o nosso contrato com a Cimpor estabelece a utilização desse mercado”, explicou.

O valor do investimento da obra, para a PBGás, ficou acima de R$ 4,1 milhões, e a indústria já está apta a utilizar o gás natural. Os trabalhos de ligação duraram sete meses, de junho de 2011 a janeiro passado, com uma extensão de quatro quilômetros de rede que tem início na BR 230, próximo ao Corpo de Bombeiros, atravessando toda a Via Oeste. A fábrica está localizada na Fazenda da Graça e dentro da comunidade da Ilha do Bispo.

Meio ambiente – Além dos benefícios do gás natural no segmento industrial, a ligação da Cimpor traz ainda uma conquista histórica e uma vitória para os habitantes da Grande João Pessoa. “Tratando-se de um combustível ecologicamente correto, o principal benefício se dará na redução significativa da emissão de poluentes”, disse o assessor de Tecnologia e Novos Negócios da PBGás, engenheiro Paulo Vanni.

Com a ligação da Cimpor, a Paraíba entra no rol dos primeiros Estados brasileiros a distribuírem gás natural na modalidade de mercado secundário. “É uma grande conquista, que entra para a história da empresa com a perspectiva de enormes avanços”, completou Toscano. Ele acrescentou ainda que a PBGás dispõe, atualmente, de um mercado secundário com potencialidade de um milhão de metros cúbicos ao dia.