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PB, PE, RN e AL vão combater aftosa juntos, rumo à zona livre da doença

segunda-feira, 30 de novembro de 2009 - 18:59 - Fotos: 

O cadastramento das propriedades e produtores rurais da Paraíba, já concluído e que vem sendo atualizado constantemente, é um banco de dados que contribuiu muito para o Estado passar do risco desconhecido de aftosa à classificação de risco médio. O secretário-executivo da Pecuária, Newton Marinho, afirma que a grande meta do Governo do Estado e dos criadores é conquistar “a condição de uma Paraíba livre de aftosa e o trabalho está sendo feito de forma conjunta ao lado de Pernambuco, Rio Grande do Norte e Alagoas”.

A operação é cara e cada Estado deve orientar suas ações a partir de um planejamento conjunto. Por isso, o governo paraibano organiza para o início de 2010 uma reunião em João Pessoa, com a participação das equipes da Defesa Agropecuária dos quatro estados, com a meta de todos conseguirem de uma só vez a classificação zona livre de aftosa, com vacinação. O Ceará, apesar de ter investido cerca de R$ 15 milhões, não conseguiu ainda sair do risco desconhecido de aftosa.

Marinho destaca que, de um modo geral, o combate à febre aftosa é focado mais do ponto de vista econômico e financeiro, com a circulação de animais, exposições agropecuárias e negócios, o que é muito importante. Porém, um outro fator fundamental é a questão da saúde humana. “Você cuidando bem da saúde dos animais está cuidando da saúde das pessoas”, observa ele, que avalia o combate à aftosa como uma preocupação também com a saúde do homem e que a defesa é agropecuária, ou seja, estendida aos produtos agrícolas para que os alimentos não tenham agrotóxicos e esta é uma norma utilizada no mundo todo, de acordo com as legislações específicas.

O mapeamento das propriedades rurais registra 109 mil propriedades e 119 mil proprietários. O rebanho bovino é hoje de 1 milhão e 250 mil animais, incluindo os poucos bubalinos.

Josélio Carneiro, da Secom-PB