João Pessoa
Feed de Notícias

Pastoril Profano encerra temporada no Teatro Santa Roza neste domingo

sexta-feira, 25 de março de 2011 - 10:48 - Fotos: 

Após três meses de sucesso e recorde de público, o espetáculo o “Pastoril Profano – um verão circense”, ou simplesmente “Deus tomara que não chova”, se despede do palco do Teatro Santa Roza da Funesc e realiza suas últimas apresentações. Durante toda a temporada, o grupo já realizou 40 apresentações, com mais de 22 mil pessoas que assistiram ao espetáculo. Neste fim de semana quem for assistir ao espetáculo e comprar o ingresso na bilheteria do teatro vai ganhar um brinde especial. “Tratamos nosso público com carinho”, comenta Edílson Alves, diretor da Cia Paraibana de Comédia, responsável pela montagem.

Tradicionalmente há oito anos consecutivos a companhia paraibana de comédia realiza sua temporada de verão com nova montagem do espetáculo Pastoril Profano. Este ano não seria diferente. Para completar 19 anos de sucesso, o grupo ficou em cartaz no Teatro Santa Roza, com apresentações sempre de quinta a domingo às 20h.

A mais nova montagem do pastoril profano tem o circo como cenário, em uma homenagem aos grandes mestres dos picadeiros. Tudo se passa em baixo de uma lona. É o “Pastoril Profano – um verão circense”, ou simplesmente “Deus tomara que não chova”

Esta versão se passa no circo que é uma expressão artística, parte da cultura popular, que visa a diversão e o entretenimento dos espectadores e conta  a  história de  seu  Arlindo  Sorriso, o palhaço  dengoso, que  resolve  fazer  um  pastoril  diferente, com  dançarinas  novas, outras  performances  e  sendo  assim  abre  inscrições  para  toda  a  cidade, não querendo  as  antigas  pastoras.

Com isso cria-se uma revolta das antigas que resolvem arquitetar um plano para pegar o palhaço Dengoso. Elas se disfarçam de outros personagens que, na verdade, fazem parte do repertório teatral da Companhia, a exemplo das Fãs de Roberto Carlos, As Malditas e as Coroas. Com isso conseguem enganar o velho Dengoso e ele se vê obrigado a fazer o Pastoril Profano com as antigas pastoras.

Habilidades como mágicas de fazer aparecer cobras, atiradoras de facas, macacas amestradas e leoas adestradas são a graça e o lúdico presente nesta montagem. A platéia por sua vez estará cada vez mais interativa com o espetáculo, marca registrada da companhia paraibana de comédia

Na segunda parte ou segundo ato do espetáculo estão os dois cordões, cada um comandado pela Mestra (cordão encarnado) e Contramestra (cordão azul). Também entra em cena Diana, vestida metade azul, metade encarnado. O Velho, conhecido como Dengoso, mas que toma diversos apelidos é uma espécie de bufão, de palhaço de circo, que comanda as jornadas (cantos das pastoras) e se esparrama em piadas, numa atuação que ressalta o histrionismo e a improvisação. Seus diálogos com as pastoras são cheios de duplo sentido e, com o público, puxa discussão, brincadeiras, faz trejeitos e canta canções adaptadas às suas necessidades.

Sobre o Pastoril – O Pastoril Profano é um gênero popular de representação, diferenciado e que atingiu sua própria forma. Não é questão de involução, mas de interferência dos artistas populares que com os seus espíritos inquietos e brincantes conduzem esses folguedos. “Trata-se de uma companhia de teatro que há 19 anos vem criando, adaptando este folguedo, numa linguagem popular e histriônica, mas que agrada a toda e qualquer platéia que vem ao teatro”, comenta Edílson Alves, diretor do espetáculo e da Companhia Paraibana de Comédia.

A cenografia, os figurinos e os adereços desta montagem são detalhes a parte, criados pelo cenógrafo Nelson Alexandre, faz deste espetáculo a diferença nas cores, as luzes e show de efeitos visuais. A sonoplastia é um grande resgate de músicas clássicas circenses, uma homenagem ao circo de periferia, aos circos de famílias tradicionais, executada por Wagner Nascimento.

O espetáculo tem no elenco estão os atores (Dinarte Silva) Verinha, (Sergio Lucena) Irmã Luzinete, (Alessandro Barros) a Mudinha, Alessandro Tchê (Ceicinha) Billy William (Magali Mel), (Adeilton Pereira) Biuzinha, (Ribamar de Souza), Tia Creuza, (Edilson Alves) o velho Dengoso

A música ao vivo é feita pelos músicos Milton Lima e Lourenço Molla, contra-regragem de Sebastião Gomes e Geisa de Lourdes, Produção de divulgação Giovanna Gondim, Wagner Nascimento e Antonio Hino. Realização Companhia Paraibana de Comédia.

SERVIÇO

Peça: “Pastoril Profano – Um verão circense” ou “Deus tomara que não chova”

Local: Theatro Santa Roza

Dias: Quinta a domingo

Horário: 20h

Preço: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (estudante)

Venda de ingressos: Glan Cabeleireiros ao lado do posto 99 na Av. Epitácio Pessoa e Loja Dom Gabriel – (shopping Sul), Rei do Mate (Shopping Manaira) e Loja Herrero (shopping Tambiá)

Apoio: Funesc

Maiores informações: 8888-3760 / 3218-4382/3043-6316 -9981-6520