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21 de outubro de 2009

Participantes discutem alternativas para reduzir efeitos dos problemas ambientais no ser humano



Os efeitos que os problemas ambientais causam na saúde da população serão discutidos a partir desta quinta-feira (22), em João Pessoa, durante a 1ª Conferência Estadual de Saúde Ambiental, que será realizada pelo Governo do Estado em parceria com os ministérios da Saúde, Meio Ambiente e das Cidades.
O evento acontece no Hotel Ouro Branco, até a sexta-feira (23), com a participação de representantes dos gestores dos 223 municípios paraibanos, trabalhadores, setor empresarial, universidades e organizações não-governamentais.

Durante o evento, os participantes vão escolher seis de um total de 20 diretrizes e 12 entre as 40 ações aprovadas nas conferências preparatórias. Essa seleção será apresentada durante a 1ª Conferência Nacional de Saúde Ambiental, que acontecerá em Brasília, de 15 a 18 de dezembro.

Nova orientação – Nilton Guedes, gerente operacional de Vigilância Ambiental da Secretaria de Estado da Saúde (SES), observou que apesar dos assuntos relacionados à degradação do meio ambiente serem discutidos há muito tempo, até agora não havia uma orientação para que eles fossem relacionados à saúde da população.

“Podemos citar, por exemplo, o problema da substituição da agricultura familiar pelas monoculturas. Todo mundo fala do efeito ambiental disso, que é o desequilíbrio, mas é raro relacionar a devastação com a saúde. Pouca gente tem a consciência de que o solo devastado não vai mais absorver a água das chuvas, carreando areia, lixo e dejetos para os rios, causando o assoreamento, a poluição da água e, consequentemente, às doenças à população. Ainda não há estudos de impacto ambiental na saúde humana, o que deverá ocorrer a partir dessa conferência”, disse.   

Programação
– A conferência inicia às 8h, com a inscrição e o credenciamento dos participantes. Às 9h, acontece a solenidade de abertura com a presença de autoridades do Governo do Estado. Às 10h, tem um painel com o tema ‘A Saúde Ambiental na cidade, no campo e na floresta: construindo cidadania, qualidade de vida e territórios sustentáveis’, com Ivan Targino Moreira, Lia Augusto e Eduardo Sobrinho.

A partir das 14h, ocorre a leitura, discussão e aprovação do regulamento da conferência, instalação dos trabalhos, explanação sobre a metodologia dos grupos, definição dos conceitos e diretrizes e eleição dos 29 delegados que participarão da conferência nacional. Eles serão escolhidos de um total de 210 indicados durante as quatro conferências macrorregionais e a conferência intermunicipal.

 
Política nacional – Glauce Lins, técnica do Departamento de Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, revela que o objetivo da conferência nacional é priorizar a saúde ambiental no Brasil. Segundo ela, a partir das diretrizes e ações que serão consolidadas no evento, o Governo Federal vai editar lei criando uma política nacional de saúde ambiental, para nortear o trabalho dos estados e municípios.

“O grande desafio é a questão da transversalidade, ou seja, integrar as ações de diversos setores com o objetivo de proporcionar qualidade de vida à população, de forma sustentável, observando não apenas o meio ambiente, mas também o homem, que faz parte dele”, comentou Glauce, que participou na terça-feira (20) de uma reunião no Conselho Estadual de Saúde para planejar os últimos detalhes da conferência da Paraíba.

Da Assessoria de Imprensa SES-PB