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3 de dezembro de 2012

Parteiras participam de capacitação em Reanimação Neonatal



A Secretaria de Estado da Saúde (SES) iniciou, na manhã desta segunda-feira (3), a capacitação em Reanimação Neonatal destinada a cerca de 30 parteiras tradicionais da Paraíba. A qualificação, realizada em parceria com o Ministério da Saúde e com a ONG Grupo Curumim, se estende até a sexta-feira (7), no Hotel Ouro Branco, em João Pessoa. As orientações às parteiras são dadas pela pediatra neonatologista, Rossiclei Pinheiro, da Universidade do Amazonas.

De acordo com a coordenadora da Área Técnica da Saúde da Mulher da Secretaria de Estado da Saúde, Fátima Moraes, a capacitação tem o objetivo de melhorar a assistência às gestantes e, consequentemente, reduzir a mortalidade materna decorrente de causas evitáveis. “A Paraíba está inserida na política nacional que busca a qualificação das parteiras, o que não significa a formação das profissionais. Estamos trabalhando com parteiras que já atuam na área, muitas delas há mais de 30 anos, dando subsídios e informação para que possam aperfeiçoar o que já fazem naturalmente nas áreas mais isoladas do estado”, afirmou.

É o caso de dona Maria José da Silva. Com mais de 40 anos realizando partos na região do Conde, ela já perdeu as contas de quantos paraibanos ajudou a trazer ao mundo.  Para ela, as capacitações oferecidas pela Secretaria de Estado da Saúde são de extrema importância. “Esta já é a terceira capacitação da qual participo, e sempre aprendo muito. Somos orientadas não só em como atender a mãe, mas como encaminhá-la da melhor forma, no caso de algum problema”, explicou a única parteira em atividade na região do Conde.

Segundo Fátima Moraes, as parteiras são peças fundamentais na efetivação dos direitos assegurados às mulheres pela Rede Cegonha como o planejamento reprodutivo, atenção humanizada à gravidez, parto e puerpério. Além disso, a Rede Cegonha também tem foco no direito que as crianças possuem de nascer de forma segura e crescer saudável. ”Esse direitos são essenciais no processo de implantação da Rede em alguns municípios, por acompanharem a mulher desde o início da gestação até os primeiros anos da criança”, destacou.

A Paraíba já está na terceira fase de implantação da Rede Cegonha, que tem como objetivo a criação de seis Centros de Parto Normal na Paraíba, sendo três deles em João Pessoa, um em Patos, um em Campina Grande e um em Cajazeiras. “A construção destes centros já foram autorizados pelo Ministério da Saúde. Estamos no aguardo dos processos licitatórios e dos devidos encaminhamentos”. Nesta fase também estão previstas a criação da Casa da Gestante, o aumento de leitos cangurus, de leitos de UTI Neonatal e de UCI.

Fátima explicou ainda que o Ministério da Saúde irá repassar recursos para as unidades de saúde que compõem a Rede Cegonha visando a reforma, ampliação e compra de equipamentos. “Para tanto, as 69 unidades cadastradas precisam cumprir com uma série de indicadores de saúde, como a redução da mortalidade neonatal e a do número de cesáreas realizadas, por exemplo, para receber estes recursos. Lembrando que das 69 unidades cadastradas, 24 realizam partos na Paraíba. Neste primeiro momento, os recursos serão encaminhados para as  quatro regiões prioritárias, isto é, João Pessoa (1ª Região), Patos (6ª Região), Cajazeiras (9ª Região) e Campina Grande (16ª Região), mas até o final de 2013, serão ampliados para as demais regiões”, informou.

A coordenadora da Área Técnica da Saúde da Mulher lembra que o Estado atua no monitoramento do cumprimento dos indicadores estipulados e na articulação para a qualificação dos profissionais que atuam nas unidades inseridas na Rede Cegonha.

Rede Cegonha - Lançada em março de 2011 pelo governo federal, a Rede Cegonha é um programa que visa garantir atendimento de qualidade a todas as gestantes pelo Sistema Único de Saúde (SUS), desde a confirmação da gestação até os dois primeiros anos de vida do bebê. Ela terá atuação integrada às demais iniciativas do SUS para a saúde da mulher.

As ações previstas na estratégia Rede Cegonha visam qualificar, até 2014, toda a rede de assistência, ampliando e melhorando as condições para que as gestantes possam dar à luz e cuidar de seus bebês de forma segura e humanizada.