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27 de julho de 2009

Parceria pretende reduzir índice de cárie dentária na Paraíba



O Governo do Estado e o Ministério da Saúde (MS) querem reduzir os índices de cárie dentária no Estado, através da fluoretação da água consumida pelos paraibanos.

Na manhã desta segunda-feira (27), foi realizada a primeira reunião técnica para discutir o convênio que permitirá a implantação da primeira fase do projeto, nas regiões de João Pessoa e Campina Grande, que está prevista para o próximo mês de outubro.

Deverão ser investidos na ação mais de R$ 3,6 milhões, em cinco anos. Se espera que, depois desse período, o índice de cárie na população seja reduzido em 50%.

O encontro contou com a participação do secretário estadual da Saúde, José Maria de França; do presidente da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), Edísio Souto; do coordenador nacional de Saúde Bucal do MS, Gilberto Pucca; de técnicos da Secretaria de Estado da Saúde (SES), da Cagepa e da Fundação Nacional da Saúde (Funasa), e pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

Conjuntura propícia – O coordenador de Saúde Bucal do MS disse que a Paraíba é o segundo Estado do País com maior cobertura de equipes de saúde bucal e o primeiro em cobertura de Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs).

“Não há uma conjuntura tão propícia em nenhum outro lugar do País para a redução do índice de cárie na população quanto na Paraíba. Estamos muito satisfeitos com a reunião e o Ministério da Saúde, através da Funasa, vai financiar os equipamentos, capacitar os gestores e profissionais envolvidos e garantir o flúor por 12 meses”, disse.

Gilberto Pucca lembrou, ainda, que a distribuição da água fluoretada é um benefício que atinge a todos, ricos e pobres. “A Paraíba está dando um passo importante para reverter um quadro de injustiça social, pois nesse país só se tinha acesso à saúde bucal quem tinha dinheiro. Isso está mudando com a presença das equipes de Saúde Bucal no Saúde da Família, dos centros especializados e, agora, com essa iniciativa de fluoretação da água”, lembrou.

Importância do flúor – O secretário José Maria de França – depois de ouvir dos técnicos da UFPB a explicação científica da importância do flúor na água, que, em contato com a superfície dentária, protege o dente contra a perda de minerais – disse que a SES faria tudo o que tivesse ao alcance para garantir a implantação do projeto no Estado.

“Vamos começar pelas regiões de João Pessoa e Campina Grande, sem perder de vista o restante do Estado. Se a fluoretação da água pode reduzir em 50%, depois de cinco anos, o índice de cárie na população, caminhamos realmente para que a nova geração tenha um índice zero de cárie, como prevêem os técnicos.

Isso é muito importante. Cientificamente está provado, que depois de cinco anos usando o flúor na água, a cada dólar investido se economiza 40. É uma economia para os cofres e um ganho muito grande para a saúde do paraibano”, destacou José Maria.

Convênio
– O presidente da Cagepa, Edísio Souto, se comprometeu a dar encaminhamento ao projeto. “A Cagepa vai preparar a minuta do convênio que deve ser assinado com a Secretaria de Saúde e o Ministério da Saúde, para tornar isso possível. Temos algumas dificuldades operacionais, mas acreditamos que serão superadas”, afirmou. A previsão é que o convênio seja assinado em 25 de outubro, Dia do Dentista.

O convite ao representante do Ministério da Saúde para essa primeira reunião técnica partiu da gerente de Atenção Básica, Niedja Rodrigues. “O Ministério da Saúde tem dado uma atenção especial à Paraíba. Acreditamos que, com esse suporte, poderemos, finalmente, implantar o projeto no Estado”, disse.
 

Assessoria de Imprensa da SES-PB