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Parceria entre forças de segurança garante reformas de escolas em Campina Grande

quarta-feira, 24 de julho de 2013 - 18:37 - Fotos: 

A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap) e o 2º Batalhão de Polícia Militar estão firmando uma parceria para promover ações sociais nas escolas do bairro do Mutirão, em Campina Grande. A primeira reunião aconteceu nessa terça-feira (23), no 2º BPM.

De acordo com o comandante do batalhão, tenente-coronel Souza Neto, o objetivo é intensificar o trabalho de policiamento comunitário no bairro, que teve início em dezembro de 2012, com a implantação da primeira Unidade de Polícia Solidária (UPS). “A PM já realiza trabalhos nas áreas de esporte e música com as crianças da comunidade, além do Proerd, que promove ações de combate às drogas com os jovens. Agora, vamos ajudar a melhorar a estrutura física das escolas”, informou.

O subcomandante do batalhão, major Sinval Silva, e o diretor da Penitenciária Regional Raymundo Asfora (Serrotão), Manoel Eudes Osório, se reuniram com a diretora da Escola Estadual Nossa Senhora Aparecida, Maria José, para discutir as principais necessidades do prédio.

A diretora informou que as ações podem começar com uma pintura na parte externa do muro e o retelhamento em algumas salas. “A gente sabe que a Polícia Militar vem fazendo um excelente trabalho aqui no Mutirão, principalmente depois da implantação da base, mas eu confesso que não esperava isso. Vocês estão de parabéns por mais essa atenção que estão nos dando”, disse Maria José.

Ressocialização – Segundo o diretor do presídio do Serrotão, Manoel Eudes, parte da mão de obra empregada no projeto será formada pelos reeducandos da casa de detenção. “Nós temos detentos que trabalham como pedreiro, pintor e outras profissões, e eles serão parte desse processo”.

Homicídios Zero – O comandante da UPS do Mutirão, tenente Wesley Araújo, também participou da reunião. Segundo ele, desde a implantação da base, o bairro não registrou mais casos de homicídio. “As ocorrências para as quais somos chamados são de pequeno grau de violência. Nem mesmo tentativa de homicídios nós verificamos mais aqui, depois que a base foi implantada”, reforçou. No ano passado, o bairro do Mutirão registrou nove assassinatos.