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11 de dezembro de 2013

Parceria entre Emepa e associação vai beneficiar 2 mil famílias quilombolas



A Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba (Emepa) vai disponibilizar inovação tecnológica para comunidades quilombolas. Em recente reunião com a Associação de Apoio aos Assentamentos e Comunidades Afro-descendentes (Aacade), a empresa debateu sobre trabalhos de pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica que a Emepa poderá disponibilizar às comunidades quilombolas da Paraíba. Essa proposta irá beneficiar aproximadamente duas mil famílias em todo o Estado.

De acordo com o presidente da Emepa, Manoel Duré, a Empresa irá disponibilizar o trabalho de desenvolvimento agropecuário para beneficiar essas comunidades, que estão em diversas áreas do Estado. Entre as ações estão a distribuição de mudas frutíferas, a implantação de energia fotovoltaica (energia solar), que servirá para irrigar pequenas plantações de hortaliças, bem como a fruticultura. Essas iniciativas diminuirão bastante o custo de produção. Também pretende-se incluir essas comunidades no programa da Caprinovinocultura da Emepa, no sentindo que eles possam dispor de bons reprodutores do plantel de alta genética e melhorar o rebanho dos associados da Aacade.

Além de Manoel Duré, participaram da reunião Francimar Fernandes e Luigi Zadra, representantes da Aacade; e Gelsa Roberto da Paixão, da Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas da Paraíba (Cecneq).

Segundo Francimar Fernandes, a associação já tem parceria com outras ações do Governo do Estado, como, por exemplo, o Projeto Cooperar e a Secretaria de Desenvolvimento Humano. “O Governo e todas as suas secretarias assumiram o compromisso de fortalecer as comunidades quilombolas da Paraíba. Então poderemos fazer um excelente trabalho junto à Emepa. De início, já apresentamos uma demanda na área de irrigação e solicitamos um técnico da Empresa para uma visita ao município de Areia, na comunidade do Bonfim, para ele analisar a possibilidade e o sistema de irrigação que os agricultores quilombolas estão querendo implantar lá”, relatou.

Na Paraíba, são 38 comunidades quilombolas, com cerca de duas mil famílias, distribuídas em várias regiões do Estado, como Litoral, Brejo, Agreste, Curimataú, Sertão e Cariri. A Aacade presta um serviço de assessoria, fazendo uma ponte entre a comunidade, as políticas públicas e ações do Governo do Estado.

A orientação do governador Ricardo Coutinho é que possamos beneficiar através de pesquisa, desenvolvimento e tecnologia, os produtores da agricultura familiar bem como os quilombolas do nosso Estado. Essa é uma pauta que não existia nos governos anteriores, e agora estamos tentando suprir essa necessidade”, comentou Manoel Duré, presidente da Emepa.

A Aacade é uma entidade sem fins lucrativos que tem como objetivo apoiar, propor e acompanhar processos de conscientização, organização e autonomia dos povos do campo. A Associação surgiu em 1997, em Alagoa Grande, com um grupo de profissionais voluntários, comprometidos com as populações do campo, em especial com os trabalhadores sem terra, agricultores familiares e comunidades quilombolas. Atualmente realiza um trabalho em todo o estado da Paraíba.