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Paraíba vai se credenciar como segundo maior polo cimenteiro

quinta-feira, 15 de agosto de 2013 - 20:22 - Fotos: 

O governador Ricardo Coutinho visitou, nesta quinta-feira (15), as obras de construção da fábrica da Elizabeth Cimentos, no município de Alhandra. A recepção à comitiva foi feita pelo diretor da empresa, George Crispim, e o corpo de coordenadores da empresa. Com mais esta unidade fabril a Paraíba conquistará o posto de segundo maior produtor de cimento do país.

A presidente da Companhia de Desenvolvimento da Paraíba, Tatiana Domiciano, além dos deputados estaduais Branco Mendes e Edmilson Soares acompanharam o governador durante a visita. Após almoçar no refeitório da empresa, Ricardo Coutinho seguiu para os canteiros de obra, onde foi apresentado todo processo de produção do cimento, desde a extração do minério até o armazenamento.

O governador disse estar contente com a instalação de uma indústria de tamanha proporção na Paraíba e ratificou seu apoio aos investimentos feitos no Estado. “Projetos como este colocam a Paraíba na frente do cenário do desenvolvimento. É com ações práticas como esta que chegaremos ao posto de segundo maior produtor de cimento do país”, destacou o governador.

Quando as obras estiverem concluídas, a companhia produzirá 1,1 milhão de toneladas de cimento para atender o mercado da construção e pré-moldados do Nordeste. A obra da Elizabeth Cimentos tem previsão para terminar ainda no primeiro semestre de 2014, e tem a previsão de investimentos de R$ 240 milhões até o fim da construção. Atualmente, estão empregados 1.800 funcionários, número que chegará a 2.800 quando as instalações estiverem mais avançadas.

O diretor do Grupo Elizabeth, George Crispim, relatou a satisfação do grupo conseguir, dentro de poucos meses,  iniciar a produção de cimento da indústria. “É a realização de um sonho de uma empresa e de toda família e agora em maio do próximo ano tudo isto já será realidade”, comentou.

De acordo a presidente da Cinep, Tatiana Domiciano, a instalação da Elizabeth Cimentos já está alterando a realidade econômica da região. “São centenas de trabalhadores se capacitando para o trabalho, gerando renda para suas famílias e promovendo uma nova dinâmica na economia que já é percebida em Alhandra e nos municípios vizinhos”, relatou a presidente.

O auxiliar de armador Rinaldo José da Silva Júnior, de 26 anos, é um dos funcionários que deixou a vida do campo e está construindo a indústria na sua cidade natal. “Trabalho aqui há quatro meses e tenho muitos amigos trabalhando junto comigo. A gente pode ver hoje em Alhandra muita gente trabalhando, o comércio forte e todo mundo crescendo junto”, descreveu Rinaldo.

Elizabeth na Paraíba – O Grupo Elizabeth tem atuação tradicional na Paraíba, mas a escolha do local para a fábrica de cimentos foi determinada pela localização estratégica do Estado na região. “Estamos no meio do Nordeste, podendo atender toda região, prioritariamente para o raio de 500 quilômetros a partir da fábrica”, comentou.

 

O projeto da Elizabeth Cimentos reúne tecnologia de ponta para cada setor da produção: moinho, silo, fornos e resfriadores. “Buscamos em vários países do mundo as melhores soluções para cada componente. A tecnologia usada nos filtros de manga, por exemplo, praticamente eliminarão os riscos de poluição e danos ambientais”, explicou o diretor George Crispim.

Polo Cimenteiro – Cinco grandes empresas produtoras de cimento irão formar até 2015 o Polo Cimenteiro Paraibano no Litoral Sul do Estado. Além da Elizabeth, que está se instalando em Alhandra, a Brennand Cimentos está também em construção na cidade de Pitimbu, a Cimpor está construindo sua segunda fábrica paraibana na cidade do Conde, o Grupo Votorantim avança também com seu projeto na cidade de Caaporã, cidade que terá a indústria Lafarge ampliada até o próximo ano.

A produção cimenteira paraibana atual é de 2,5 milhões toneladas/ano. E a projeção é de que o Estado produza 10 milhões de toneladas/ano com o incremento das indústrias, fazendo da Paraíba o segundo maior produtor nacional, considerando a concorrência atual. Este potencial alimentará, entre outros, a cadeia de concreto e pré-moldados; construção civil industrial e residencial, além de todo setor imobiliário.