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19 de outubro de 2011

Paraíba tem pesquisas avançadas em duas estações experimentais em caprinocultura



O negócio da caprinovinocultura na Paraíba foi impulsionado pelas pesquisas avançadas conduzidas pela Emepa na Estação Experimental de Pendência, localizada na microrregião do Curimataú Ocidental, no município de Soledade, distante 210 quilômetros de João Pessoa.

A área ocupada é de 727 hectares e possui em suas instalações um centro de manejo animal, laboratório de biotecnologia, laboratório para tratamento da artrite-encefalite caprina (Caev), mini usina de processamento de leite, fábrica de queijos e derivados, centro de treinamento com sala de aula, refeitório e dormitório, casa de hóspedes para pesquisadores e instrutores, casa de colonos e salas para técnicos e pessoal administrativo.

Outra estação experimental onde são desenvolvidos experimentos com caprinos é a Benjamim Maranhão, na microrregião do Curimataú Oriental, no município de Campo de Santana (180 km de João Pessoa). São 174 hectares ocupados com pastagem nativa e forrageira.

As duas estações são consideradas ilhas de excelência no Brasil, em trabalhos nas áreas de inseminação artificial, transferência de embriões, capacitação de produtores, manejo e aperfeiçoamento das raças, por meio de cruzamentos.

Segundo o doutor em melhoramento animal Wandrick Hauss, a Emepa oferece treinamentos a criadores nas várias etapas da cadeia produtiva, como forma de difundir os conhecimentos gerados em pesquisas. Ele explicou que, em parceria com o Ministério da Agricultura e associações de criadores de ovinos Santa Inês, a empresa realiza uma avaliação com os animais dessa raça, para que eles se candidatem a reprodutores.

“A técnica é um avanço para o criador. Agora, eles têm um instrumento de melhoramento com base científica, pois a única ferramenta que tinham para a seleção dos seus animais eram a intuição e informações auxiliares, dadas por juízes durante as exposições”, disse Wandrick.

Ele conta que a avaliação é simples. Os animais são submetidos a uma avaliação de desempenho, onde são analisadas suas características de reprodução, ganho de peso, características de carcaça e, na sequência, uma avaliação subjetiva, feita com três juízes credenciados pela Associação de Criadores. Aí então, é estabelecido um índice de classificação que indica os melhores reprodutores.

Software da Emepa – Outro trabalho de grande avanço tecnológico na área é um software que a Emepa adquiriu e que está possibilitando avaliar as características de carcaça do animal ainda vivo. O software, após a captura das imagens feitas pelo ultrassom, permite uma análise mais segura da predição da quantidade de carne e da gordura na carcaça do animal antes do abate.

O pesquisador informou que outro trabalho que vem impulsionando a caprinovinocultura paraibana se refere ao abate precoce de animais, com a finalidade de se obter uma carne menos gordurosa, saborosa e mais saudável. “Temos atualmente, cordeiro super-precoce, cujo abate ocorre em apenas 77 dias, com carcaça medindo de 9 a 13 quilogramas de carne, fruto do cruzamento das raças Dorper e Santa Inês”.

Entre as inovações estão os blocos nutricionais (feitos de melaço, uréia, minerais, bagaço de cana e folhas de leguminosas), considerados alternativa na alimentação de ruminantes durante épocas de estiagem. As técnicas serão apresentadas durante o 5º Simpósio Internacional sobre Caprinos e Ovinos de Corte (Sincorte) será realizado entre os dias 24 e 28 de outubro, em João Pessoa.« Menos correspondências