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6 de novembro de 2013

Paraíba sedia Encontro Nacional de Grupos de Autocuidado em Hanseníase



A Paraíba sedia, nesta quinta e sexta-feira (dias 7 e 8), o I Encontro Nacional de Grupos de Autocuidado em Hanseníase. O evento será aberto, às 8h30, pela secretária Executiva da Saúde, Cláudia Veras, no Hotel Ponta do Sol, no bairro do Bessa, em João Pessoa e vai reunir cerca de 50 profissionais de saúde e usuários indicados pelos Estados participantes.

De acordo com a chefe do Núcleo de Doenças Endêmicas da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Geísa Campos, o evento tem o objetivo de compartilhar as experiências exitosas dos grupos de autocuidado, tendo em vista o importante papel exercido pelos mesmos na superação das limitações causadas pela doença e nas ações de prevenção de incapacidades e deformidades.

A Paraíba conta com cinco grupo de autocuidado implantados nos município de João Pessoa, Campina Grande, Cajazeiras, Cabedelo e Patos. As reuniões mensais têm duração de duas horas e contam com número variável de pacientes (10 a 12 em média).

Durante os encontros, os temas abordados são acordados nos grupo e todos têm o material de autocuidado produzido pelo Ministério da Saúde que foi construído com a participação dos técnicos do Núcleo de Doenças Endêmicas da SES e validados nos grupos pioneiros do Hospital Clementino Fraga e de Campina Grande em 2009. “ Atualmente estamos tentando sensibilizar outros municípios para implantarem essa atividade tão relevante para o cuidado das pessoas atingidas pela hanseníase”, destacou Geísa.

Programação - Entre os temas que serão debatidos estão: “Experiências exitosas com grupos de autocuidados em outros países”; “Importância do Autocuidado: o que eu tenho feito”; além da discussão sobre a construção das estratégias para vencer os desafios, proposta de monitoramento e avaliação, apresentação de trabalhos e dinâmicas de grupos.

Sobre os grupos – Nos grupos de autocuidado, os pacientes convivem com outras experiências e aprendem a perceber as características de suas lesões, o que possibilita uma tomada de decisão de tratamento mais acertada. Nos encontros anuais, os pacientes com hanseníase são alertados sobre a importância da medicação e até a adesão dos familiares ao tratamento. “É importante, por exemplo, que uma dona de casa com hanseníase tenha consciência que lavar louça com luvas pode evitar ferimentos e até úlceras em mãos lesionadas”, alertou a chefe do Núcleo de Doenças Endêmicas da Secretaria de Estado da Saúde, Mauricélia Holmes.

Doença – A hanseníase é uma doença infecciosa e atinge a pele e os nervos dos braços, mãos, pernas, pés, rosto, orelhas, olhos e nariz. O tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas é longo e varia de dois a cinco anos. É importante que, ao perceber algum sinal, a pessoa com suspeita de hanseníase não se automedique e procure imediatamente um serviço de saúde mais próximo.

Tratamento – Todos os casos de hanseníase têm tratamento e cura. O tratamento, gratuito e eficaz, pode durar de seis a 12 meses. Os medicamentos devem ser tomados todos os dias, em casa, e uma vez por mês no serviço de saúde. Também fazem parte do processo exercícios para prevenir as incapacidades físicas, além de orientações da equipe de saúde.