Fale Conosco

8 de janeiro de 2013

Roubos a banco e ocorrências com uso de explosivos diminuem na Paraíba



De janeiro a dezembro de 2012, os crimes contra instituições bancárias tiveram uma redução de 19,6% na Paraíba. De acordo com dados do Núcleo de Análise Criminal e Estatística (Nace) da Secretaria da Segurança e da Defesa Social (Seds), no ano passado foram contabilizadas 45 ocorrências consumadas desse tipo, enquanto que em 2011 ocorreram 56 casos. Contando-se as tentativas, os números são de 64 e 75, respectivamente, o que representa uma queda de 14,6% no comparativo entre os dois anos.

Uma redução ainda maior foi registrada pelo Núcleo em relação aos crimes patrimoniais contra instituições bancárias com uso de explosivos. Em 2012 foram 30 e em 2011 contou-se 38, totalizando uma redução de 21,5% dessas ocorrências no Estado.

Para o assessor de Ações Estratégicas da Seds, tenente coronel Júlio César, a diminuição de roubos a bancos e explosões é resultado de ações multifatoriais, como a Operação Divisa Segura, que reúne órgãos de segurança de todos os estados do Nordeste; operações policiais realizadas em períodos de grande circulação de dinheiro; além de integração com o Fisco Estadual no trânsito de explosivos em solo paraibano, com o Sindicato dos Bancários e com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

“Estamos abertos para contribuir com a gestão estadual no combate aos roubos e explosões contra instituições bancárias, criando políticas positivas, cobrando também dos bancos investimento em segurança em seus estabelecimentos e da Assembleia Legislativa e Câmaras de Vereadores mudanças nas leis”, ressaltou Marcos Henrique e Silva, presidente do Sindicato dos Bancários na Paraíba. Segundo ele, os bancos empregam apenas 5% do que arrecadam em políticas de segurança.

Em 2013, segundo o tenente coronel Júlio César, a fim de reduzir novamente a ocorrência desse tipo de crime, a Secretaria da Segurança ainda visa estreitar relações com os gestores municipais e orientá-los para que, no caso de concessão de alvarás para postos de instituições bancárias, seja feito também um impacto de segurança pública. “Não adianta que os bancos apenas ofereçam o serviço à população. Têm que fazer isso com qualidade e segurança, preservando não só a integridade patrimonial, mas também a física dos cidadãos”, frisou.