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3 de junho de 2014

Paraíba realiza primeiro transplante de rim em paciente com Síndrome de Down



O primeiro transplante renal no Estado da Paraíba, com paciente portador de Síndrome de Down, foi realizado no final do mês de maio em Campina Grande, no Hospital Antônio Targino. A cirurgia ocorreu por intermédio da Central de Transplante, da Secretaria de Estado da Saúde (SES). “Foi uma grande operação realizada pela Central para trazermos um rim do Rio Grande do Norte, em boas condições, de um doador cadáver. Esses casos são raros e quando acontecem são com doadores vivos. A Paraíba está de parabéns!”, disse o chefe da equipe transplantadora de rim, o médico Rafael Maciel.

O médico explicou ainda o motivo desse tipo de cirurgia ser raro. “A doença renal crônica (IRC) em pacientes com Síndrome de Down é rara. O transplante em pacientes com retardo mental não é comum e é geralmente contraindicado nos retardos de grau moderado a grave, especialmente na Síndrome de Down. Este, além de ter sido o primeiro transplante em paciente com essa síndrome na Paraíba é o terceiro do Norte e Nordeste”, enfatizou. 

Para que ocorra esse tipo de tratamento em um paciente com esta síndrome são necessárias equipes experientes e cuidadoras, comprometidas com o acompanhamento do paciente, já que ele é e sempre será dependente de cuidados”, complementou o médico.

A partir de 2011, todos os transplantes renais do estado vêm sendo realizados em Campina Grande. Com este paciente com Síndrome de Down já são 200 transplantes. E este tipo de cirurgia vem sendo realizado em número crescente.

A diretora da Central de Transplantes da Paraíba, Gyanna Lys Montenegro, lembra que a doação de órgãos é um gesto voluntário de uma família enlutada, num momento de extrema dor e exemplo de amor e solidariedade com o próximo. “Presenciamos, diariamente, entre os familiares de doadores, o conforto que este gesto provoca, amenizando o sofrimento pela perda do seu ente querido. Por outro lado, constatamos que este imenso gesto promove no receptor o ressurgimento da vida, a reinclusão social e o reconhecimento de gratidão para com o doador”, disse.

Gyanna Lys alertou para um detalhe indispensável no ato de doação: “É importante que a expressão do desejo de ser doador de órgãos e/ou tecidos faça parte do diálogo familiar para que todos saibam  da sua intenção e, assim, a sua família possa atender ao seu desejo, após a sua morte”, falou.

Além do renal, são realizados no estado transplantes de córnea, fígado, coração e pâncreas. Mais informações podem ser obtidas na Central de Transplantes da Paraíba – 3225-6409/6192 e 8845-3516