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Paraíba pioneira em todo o Brasil no combate às DSTs em presídios

quinta-feira, 18 de março de 2010 - 17:10 - Fotos: 

Os apenados do Presídio do Roger foram submetidos a exames laboratoriais para o diagnóstico de doenças sexualmente transmissíveis e infecto-contagiosas. A iniciativa, pioneira em todo o Brasil, tem como objetivo fazer um levantamento da incidência e prevalência de doenças como HIV, sífilis, hepatite, câncer de próstata, tuberculose, gonorréia, micológico e de cultura de excreções para que seja traçado um perfil epidemiológico da população carcerária da Paraíba.

O projeto ‘Um diagnóstico situacional para tomada de decisões’ faz parte do Plano Nacional de Saúde no Sistema Penitenciário, uma parceria do Ministério da Saúde e do Ministério da Justiça com o Governo do Estado, através do Laboratório Central de Saúde Pública do Estado da Paraíba (Lacen/PB) e da Secretaria de Cidadania e Administração Penitenciária.

Testes e coletas – Uma equipe multidisciplinar, composta por médicos, bioquímicos, farmacêuticos, psicólogos, assistentes sociais, técnicos em enfermagem e laboratoriais participou da primeira fase da pesquisa, que ocorreu entre os dias 15 de fevereiro e 11 de março. Foram oferecidos os testes e coletadas amostras biológicas de 100% dos detentos do presídio escolhidos para o estudo, o que representa atualmente 10% da população carcerária da Paraíba.

Com base no levantamento epidemiológico, poderá ser traçado o perfil da população carcerária frente às doenças sexualmente transmissíveis e infecto-contagiosas, diagnosticando a situação da saúde nos presídios para a tomada de decisões, no sentido de prevenir, controlar e curar os casos detectados.

Apesar de a amostragem permitir que a equipe de saúde tenha um panorama da situação epidemiológica no Estado, a pesquisa será estendida aos demais presídios como forma de detectar e tratar os apenados com problemas.

Políticas públicas – Para o Secretário de Cidadania e Administração Penitenciária (Secap), Carlos Mangueira, que comemora a iniciativa do Governo do Estado em se antecipar ao que determina o Plano de Saúde do Homem, criado há três meses pelo Governo Federal, os resultados obtidos com o projeto permitirão a elaboração de políticas públicas para a prevenção, controle e tratamento das doenças sexualmente transmissíveis e infecto-contagiosas no sistema prisional do Estado.

“Um dos objetivos do Governo do Estado em relação ao sistema penitenciário é prover a atenção integral à saúde da população prisional confinada em unidades masculinas e femininas, bem como nas psiquiátricas. Essa preocupação sem dúvida reflete na saúde pública de todo o Estado, na medida em que os apenados voltarão ao convívio social”, disse Mangueira.

Angélica Nunes, da Assessoria de Imprensa da Secap