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10 de fevereiro de 2012

Paraíba participa de estudo nacional sobre esquistossomose e geohelmintíases



A Paraíba vai participar do Inquérito Nacional da Prevalência da Esquistomossose e Geohelmintíase. O primeiro passo para a realização desse estudo foi dado esta semana, com a qualificação dos trabalhadores (laboratoristas), para preparadores de lâminas e leituristas ou microscopistas. Esses profissionais foram treinados para o diagnóstico laboratorial, que consiste no encontro de ovos de parasitos. O treinamento ocorreu no laboratório de Medicina Tropical no Campus I da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), ministrado pelo professor Álvaro Luiz Marinho Castro, do Ministério da Saúde (MS).

A Gerente Operacional de Vigilância em Saúde Ambiental da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Djanira Lucena de Araújo, explicou que o inquérito será realizado por meio de exames laboratoriais (diagnóstico parasitológico) em crianças de 7 a 14 anos de idade (idade escolar), em municípios previamente selecionados pelo MS. O objetivo é conhecer a prevalência da esquistossomose e geohelmintíase na Paraíba.

No Estado, participarão do inquérito os municípios com áreas endêmicas: Cuitegi, Cuité de Mamanguape, Riachão do Poço, Sertãozinho, Rio Tinto, Mamanguape e João Pessoa; e os não endêmicos: Santa Inês, Catolé do Rocha, São José do Sabugi, Ibiara, Cajazeiras, Belém do Brejo do Cruz, Campina Grande, Gurjão, Tavares, Caraúbas, São Sebastião de Lagoa de Roça, Solânea e Bom Jesus.

O inquérito será realizado pela Gerência Operacional de Vigilância Ambiental da SES e pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen). “Serão realizados 9.999 exames parasitológicos selecionados de uma amostra de 214.599 crianças de 7 a 14 anos de idade. Os casos positivos serão tratados com medicamentos distribuídos pelo Ministério da Saúde”, explicou Djanira.

Ela disse que na próxima semana acontecerá uma reunião com as secretarias da Saúde e Educação para discutir a operacionalização do inquérito e o cronograma para a realização dos exames em cada município escolhido pelo MS. A previsão é que o inquérito seja concluído em julho deste ano.

Informações sobre as doenças – A esquistossomose é uma doença parasitária causada pelo trematódeo Schistosoma mansoni, cujas formas adultas habitam os vasos mesentéricos do hospedeiro definitivo e as formas intermediárias se desenvolvem em caramujos gastrópodes aquáticos do gênero Biomphalaria. Trata-se de uma doença, inicialmente assintomática, que pode evoluir para formas clínicas extremamente graves e levar o paciente a óbito. A magnitude de sua prevalência, associada à severidade das formas clínicas e a sua evolução, conferem à esquistossomose grande relevância como problema de saúde pública.

Já a geohelmintíase é uma doença causada por vermes que utilizam o solo para evoluir e parasitam o intestino humano. É um dos maiores problemas médico-sanitários do País, tendo em vista as condições precárias, econômicas e sanitárias de parte da população do Brasil. A sua prevalência está relacionada com fatores ambientais e sociais.